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15 outubro 2014

Sonhos de Uma Guerreira

Inspirado na história Alice no país das maravilhas.

Sonhei..

Sim, sonhei que estava deitada sobre a grama verde e macia dos campos de Balder, ergui a cabeça e pude contemplar a beleza das colinas repletas de urzes e a mata fechada mais ao sul, as montanhas despontando no horizonte e o cheiro inesquecível das flores do campo e lembro que usava um vestido muito longo, vermelho com o peitoral de corselete e meus cabelos estavam soltos, perfumados, um momento que não desejo esquecer mesmo sabendo que não passava de um sonho, pois Balder não existe mais, não da maneira que repousa em minhas lembranças e ainda sentada movendo as mãos sobre as flores escutei um som, algo se movia mais a frente, rápido enquanto resmungava sem parar e curiosa como sempre me levantei, passando a correr em direção daquele barulho, sentindo que me aproximava da floresta e então parei quando as sombras das árvores ocultaram o sol quente percebendo as formas que se embrenhavam na mata escura, intrigada porque me pareciam conhecidas e mais alguns passos até estar diante de um imenso buraco por onde a criatura entrou e podia o enxergar se afastando devagar e fora quando gritei – Hein... Você! – Fiquei esperando alguma resposta e quando aquele rosto se virou em minha direção pude identificar os traços nitidamente, mas não entendia o que estava acontecendo – Senhor Voltaire? – Mas como, porque e mais que isso, ele seguiu sempre em frente com aqueles resmungos e comecei então a segui-lo correndo como se aquele buraco, toca, não tivesse um fim, ficando estreito, escorregadio e então acabei caindo, assim como antes parecendo o fazer por uma eternidade, achei que nunca iria parar de cair... Caindo... Caindo até sentir as folhas amarelas sobre o chão que agora acomodava minhas costas e inexplicavelmente não me feri, nem mesmo sentia dor alguma e novamente aquele som e a visão do paladino correndo, agora estava irritada.

14 outubro 2014

Professor, Parabens pelo seu dia !



Semana do dia dos professores.


Bem ... sou péssimo em me expressar por meio de escrita, mas tentarei.

Professor, uma profissão tão honrosa e tão pouco reconhecida. O professor é a peça principal na nossa vida. Sem o trabalho do professor nós são saberíamos ler, escrever, entender o que se é falado. Infelizmente não são valorizados e tem mais momentos estressantes do que tranquilos, mas qual profissão não tem ? 

Cinderela

por Irmãos Grimm

A mulher de um homem rico ficou muito doente. Quando ela percebeu que a morte se aproximava, chamou sua única filha ao seu leito e disse:

- Filha querida, seja boa e piedosa que o bom deus sempre lhe protegerá. Eu estarei no céu olhando pra você e nunca te abandonarei.

Dito isso, ela fechou os olhos e morreu. Todos os dias a moça visitava o túmulo de sua mãe. Ela chorava e se mantinha piedosa e boa. Quando o inverno veio, a neve cobriu o túmulo com uma manta branca e quando o sol da primavera a derreteu, o homem encontrou uma nova esposa. A mulher trouxe consigo duas filhas que eram bonitas e agradáveis de rosto, porém más e feias de coração. Começava um período ruim para a pobre moça.

- Essa pata-tonta vai sentar-se na sala de visitas conosco?, elas perguntavam. Se quer comer o pão, terá que trabalhar para ganhá-lo. Trabalhará na cozinha.

13 outubro 2014

A árvore da saúde

Contos Tradicional Dinamarquês.



Era uma vez um homem que tinha três filhos. Quando estava prestes a morrer, chamou-os e disse que a única coisa que tinha para lhes deixar era o pomar, pelo que o deviam repartir de modo que cada um ficasse com uma parte. Acrescentou que uma das árvores produzia frutos da saúde, mas absteve-se de explicar qual ou onde se situava.
Poucos dias mais tarde, expirou e os filhos prepararam-se para dividir a herança. Mas o mais novo era ainda tão pequeno que não o incluíram e repartiram o pomar em duas partes iguais. O irmão deserdado ficou apenas com a árvore solitária situada no centro do terreno. Decidiram não lhe atribuir terras, por pensarem que, se fosse precisamente aquela a da saúde alguns frutos cairiam nas áreas que lhes pertenciam.
Um dia, inteiraram-se de que a princesa do pais estava gravemente doente e o rei prometera concedê-la como esposa, além de oferecer metade do reino, a quem fosse capaz de a curar. Em face disso, os irmãos decidiram tentar a sorte. O mais velho foi o primeiro a dirigir-se ao pomar com uma cesta no braço, para colher uma peça de fruta de cada uma das suas árvores, após o que se encaminhou para o palácio. No entanto, o percurso obrigava-o a atravessar um bosque e, assim que penetrou nele, surgiu-lhe uma mulher idosa.

11 outubro 2014

Edgar Allan Poe


Edgar Allan Poe nasceu em Boston, no dia 19 de Janeiro de 1809. Seu avô David Poe participou da Guerra da Independência, e seu pai (também chamado David Poe) apaixonou-se pela atriz inglesa Elisabeth Arnold, casando-se com ela. Edgar Allan Poe teve dois irmãos e seus pais faleceram pouco tempo depois do nascimento de Rosalie, a filha mais nova do casal. Assim, Poe foi adotado pelo rico casal John Allan e Frances Keeling Allan.
Poe estudou em Londres na Stoke-Newington; algum tempo depois continuou seus estudos de volta a Richmond, na Universidade Charlotteville. Allan Poe, apesar de muito inteligente era também muito genioso. Era um jovem aventureiro, romântico, orgulhoso e idealista.
Poe continua seus estudos em Virgínia, mas acaba largando os estudos, em razão de suas dívidas, já que era um boêmio que vivia no luxo, se entregando à bebida, ao jogo e às mulheres. Mais tarde, ingressou no Exército dos Estados Unidos, onde permanece por dois anos.

Em 1829 sua mãe falece. Logo após, Poe alista-se na Academia Militar de West Point. Mas com o lançamento de uma compilação de poesias em 1831, desliga-se da Academia e corta relações com seu pai adotivo, devido ao casamento com outra mulher, o que teria deixado Poe muito contrariado.
Aos 22 anos, vivendo na miséria, publica Poemas. Já em Baltimore procura pelo irmão Willian e assiste a morte dele.

10 outubro 2014

O Corvo


Por Edgar Allan Poe
(Tradução de Machado de Assis)

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."

09 outubro 2014

Anjo da Rezadeira

Por Douglas Cavalcante


Entro no busão, mais uam semana termina. Sento na janela e fico olhando a estrada correr. Pode até parecer loucura, mais mesmo estando de fone ouvindo algo nas musicas do celular ainda quero alguem pra sentar ali do lado, puxar um assunto, conversar um pouco ... Parece estranho, mais preciso disto.
Onibus vazio, sento  na parte do meio, jogo minha mochila ao lado e, com a mente vazia é oficina, com diz minha mãe nós seguimos logo uma sina. Passamos pela vida tão depressa que nem notamos oque realmente interessa, e assim tudo se vai, o teu castelo cai e mais um anjo vai lá pra morada eterna. Pode parecer loucura querer abraçar que ja morreu, mais so quem perdeu sabe a falta que faz uma compania, pode ser qulquer pessoa, seu pai, sua mãe, sua tia ... Alquem que sempre via oque você fazia torçend pelo seu bem, porem, recusamos muitas vezes oque lhe nos é desejado. Nesse cotidiano bagunçado, lá estou eu sentado num banco de um onibus vazio pensando que em algum lugar pra relaxar, eu vou pedir pros anjos cantarem por mim.
Olha so que absurdo, talves algo bem ligeiro, uma lagrima de lembraça escorre no meu rosto sem medo. Poi é, ha momentos perfeitos. Só voce notar para ver que temos oque realmente ver que muitos são passageiros. É tudo bem assim, e não sei por quanto tempo.
Talves hoje você esteja aqui, sentado do meu lado, sobre minha mochila, no banco vazio. Ou até mesmo na minha frente, mais você sabe que não gosto de ser liderado. E atrás? Tambem não, não gosto de liderar. Ande mesmo ao meu lado para qeu assim possamos seguir juntos e unidos.
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