Pages

22 setembro 2014

Sonho.

Por Douglas Cavalcante.

Passei essa noite vendo Tv, e acabei assistindo um programa sobre viver em outros países. Gostei muito de ver e ouvir as pessoas realatarem como é sua vida ali naquele loca. O bilho no olhar e o sorriso estampado no rosto era de tamanha forma, algo que você vê e sente que é sincero e verdadeiro. Com isso, fui durmir tarde da noite e acabei tento um sonho tão maravilhoso como se fosse uma pintura de Picasso, Dali, Van Gogh.

Sonhei que estava me preparando para uma viajem. Pela manhã fiz meus cuidados matinais: pedi a benção do Todo-Poderoso, banhei-me, preparei o café da manhã e minha mochila com livros novos e um diario. Logo ao termino desta, peguei minha bicicleta e sai. Durante a pedalada meio sem destino fixo, sai pela lateral da rodovia, no acostamento. Vi o Sol nascer, e uma faixa estensa azul com um tom de laranja muito forte acompanhavam o Astro-Rei. Que linda cena. Tão perfeita e incomum em nosso dia-a-dia. 

Parei minha bicicleta para anotar tão acontecimento e horario: Sexta-feira, 6h15 da manhã.

Então continuei.

Por mais que se viaje sozinho seja muito solitario, você começa a reparar em detalhes que no seu cotidiano muitas vezes são imperceptíveis. O cantos dos passaros, a cor do céu, o vento no rosto, a sensação de felicidade que trás por encontrar esses elementos tão presentes em nossa vida que, ainda assim, deixamos escapar.

Durante minha pedalada sem destino, vejo uma entrada muito estreita onde passamos para descer o litoral e uma placa informando. Resolvi descer e dar um olá ao mar que nunca mais vi. A unica vez ainda foi quando criança, onde recordo-me por fotos. Enquanto descia via as arvores, ouvia mais ainda o canto dos passaros e aquela paz tão grande que chegava a me dominar como um abraço de uma pessoa que não via a anos!. Nossa, que maravilha viajar sozinho ...

Pois bem, logo estou ali no calçadão da praia de Santos e vejo a mesma coisa que no dia-a-dia: transito, barulho, gente pra la e pra ca, comercios, turistas, e uma vista linda do mar que por pouco não me distrai de uma outra ciclista que vem da direção oposta - Ufa ! Por pouco - penso. Mais era só um pequeno momento automatico. Em meio a meu caminho, guiado pela vontade de ver oque não vejo na rotina, subindo e descendo ruas e avenidas, vejo uma casinha sobre um morrinho e me direciono.

- Espero nao encomodar - E logo me direciono para o lado o posto da casinha, indo para a beira de um penhasco onde tem um banco de madeira pintado de branco com duas arvores em cada ponta completando esse cantinho de sombra. Olho ao redor e nao vejo ninguem, então acomodo-me por aqui mesmo.

Tiro meus livros e passo parte da manhã e o restinho da tarde a ler. Sem perceber um senhor de bengala sentou ali do meu lado. Quando olhei fiquei boqueaberto: era alto, com uam roupa toda branca, cabelos lisos e barba ao vento com o olhar para o nada. Fiquei ali por alguns minutos ao o observar.

- Você ja se perguntou, o porque de fazer oque faz ?
- An .. Já! Mas ... 
- Então sabe que nada na vida é por acaso, não é ? - Diz o senhor.
- Tambem ... Mais temos de sempre escolher nossas escolhas.
- Sim. - diz o senhor - mais tudo esta escrito, e assim deve ser feito. Nada pode ser mudado.
- Como assim ? Então por que nada é por acaso ? Não podemos mudar nosso destino? - digo ao senhor, surpreso ao que ouço.
Ele sorri e diz: Até você pensar em mudar esta escrito. Vai de você mudar oque quizer, dependendo do que for. Pode mudar de país, de cidade, de nome, de sexo, mais nao pode mudar o que realmente esta escrito.
- Entao, posso sim mudar meu destino mesmo estando escrito ? - meio sem entender.
- Como falei, você pode mudar oque quizer, pois tudo esta escrito. So falta saber oque mudar se o fizer.

Então o senhor vira-se para mim, e com um grande sorriso fala:

Filho, este seu caderno em que esta ao seu lado - aponta - você anotou hoje uma coisa que mudou o seu dia: o horario do nascer do Sol. Mais para que isso acontecesse você teve de fazer algumas coisas, como acordar mais cedo, fazer suas coisas, pegar sua bicicleta e sair sem direção. E isso estava escrito. - O senhor mostra um livro dourado tão reluzente que era muito dificil olhar diretamente.
Este é o Livro da Vida, meu filho. Nele esta anotado tudo que você fez até hoje, desde o dia que te mandei para vir a Terra fazer a vida de outras pessoas feliz. E sabe que dia é hoje ? - perguntando. Hoje é o dia em que te mandei a Terra para cumprir sua missão, e  digo-lhe que tudo esta sendo cumprido em sua vida. E ainda será até o seu retorno à casa.

Não esqueça-se disso, você pode fazer oque for que tudo ainda estará escrito no livro da vida.

O senhor então levanta, apoiando em sua bengala e vai em direção a casinha branca logo abaixo do penhasco.

Acordo.

Em um pulo de susto vou até minha mochila e pego meu caderno, e olha só o que encontro: este texto!

Realmente, tudo esta escrito.

21 setembro 2014

Aluísio de Azevedo

Álvares de Azevedo (Manuel Antônio A. de A.), poeta, contista e ensaísta, nasceu em São Paulo em 12 de setembro de 1831, e faleceu o Rio de Janeiro, RJ, em 25 de abril de 1852. Patrono da Cadeira n. 2 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Coelho Neto. Era filho do então estudante de Direito Inácio Manuel Álvares de Azevedo e de Maria Luísa Mota Azevedo, ambos de famílias ilustres. Segundo afirmação de seus biógrafos, teria nascido na sala da biblioteca da Faculdade de Direito de São Paulo; averiguou-se, porém, ter sido na casa do avô materno, Severo Mota. Em 1833, em companhia dos pais, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 40, ingressou no colégio Stoll, onde consta ter sido excelente aluno. Em 44, retornou a São Paulo em companhia de seu tio. Regressa, novamente ao Rio de Janeiro no ano seguinte, entrando para o internato do Colégio Pedro II.

17 setembro 2014

Lagrimas de Sangue

De Álvares de Azevedo



Ao pé das aras no clarão dos círios

Eu te devera consagrar meus dias;

Perdão, meu Deus! perdão

Se neguei meu Senhor nos meus delírios

E um canto de enganosas melodias

Levou meu coração!

15 setembro 2014

Adeus, meus Sonhos!

De  Álvares de Azevedo


Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!

Não levo da existência uma saudade!

E tanta vida que meu peito enchia

Morreu na minha triste mocidade!

Misérrimo! Votei meus pobres dias

14 setembro 2014

Imitação

De Álvares de Azevedo 


O tempo alegre corria

Da infância nos anos meus;

O céu azul me sorria;

Que esperança, oh meu Deus!

Via uma verde campina,

Nele uma flor peregrina;

Tinha uma crença querida,

Sonhava glórias brilhantes,

No porvir da minha vida.

12 setembro 2014

Soneto

De Álvares de Azevedo

(Oferecido ao meu amigo Luís Antônio da Silva, no dia 2 de junho de 1847, seu aniversário natalício.)


Perdoa se hoje em verso rude não cadente

Ledos os sentimentos de minha alma exprimo:

Tu verás que na arte de poeta eu não primo

Porém verás que só digo o que meu peito sente.

11 setembro 2014

A Jovem do Mar Vermelho

Contos Tradicional Finlândes.

Era uma vez uma abastada casa de campo em que vivia um camponês com os seus três filhos. Acontecia que, cada vez que ele acabava de proceder à sementeira da Primavera, surgia uma noite de tempestade estival que destruía tudo. E assim sucedeu ao longo de doze anos consecutivos. Finalmente, cansou-se da situação repetitiva e decidiu:
— Vou parar de semear. De qualquer modo, nunca obtenho nada em troca.
O filho mais velho pediu-lhe então que o deixasse cultivar as terras e obteve autorização.
Assim, o jovem adubou o campo e semeou-o. Mas surgiu a noite da tempestade estival e repetiu-se tudo o que costumava acontecer ao velho agricultor.
Na Primavera seguinte, o filho do meio pediu ao pai que o deixasse tentar a sorte. Obtida autorização, trabalhou as terras e procedeu à sementeira. Quando calculou que chegara a noite da tempestade, ficou de vigília. À meia-noite, desencadeou-se um temporal tão furioso que derrubou todas as árvores do bosque. Ele entrou a seguir na casa de banho e depois foi deitar-se. Quando de manhã se levantou, a destruição era tão absoluta como nas vezes anteriores.
Ao chegar de novo a Primavera, o filho mais jovem pediu ao pai que o deixasse também experimentar, mas este último hesitava em o autorizar.
Copyright © 2014 | Design e C�digo: Sanyt Design | Tema: Viagem - Blogger | Uso pessoal • voltar ao topo