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13 novembro 2013

O Novelo (Continuação I)

‘Tio, a Alice tem medo do gato que desaparece. Eu também tenho.’ Joel olhou a capa e deparou-se com o odioso nome de Carol, Lewis Carol. Folheou mais algumas páginas não acreditando em tamanha futilidade para tão pouca idade. E jogou o livro ao chão.
‘Moleque estúpido. Lê João Cabral de Melo Neto e aprende alguma coisa nessa tua vida ridícula’. Ao fazer isso, ainda não achando o bastante, acerta um safanão na testa do menino. Apenas um pequeno menino que brinca com o que os adultos racionais e inteligentes preferiram ignorar até o fim de suas existências, até o momento em que clamarão por Cristo Salvador. Por que não mais em nada acreditaram em suas vidas, na hora do retorno à Mãe-Terra clamam por sua providência?

12 novembro 2013

O Novelo (Inicio)

Esta estória os avôs ouvem quando ainda são meninos. E tolos o bastante para não se perguntarem ‘como é possível?’. Ela é modificada para se adequar ao tempo em que é contada. Então a ouvem atentamente, imaginam. E sonham. Isso cria o Novelo. Antes que suas soberbas inteligências se perguntem, responderei às indagações que se formam em suas brilhantes mentes.
O Novelo simplesmente é. Sempre foi. E sempre será. Mesmo que nada mais haja, o Novelo estará lá. Para quando o Tudo surgir, ele coabite em sua essência, seja simbiose e uno, perdão e pecado, glória e vergonha, beijo e tapa, escapismo e meta.
Mas na verdade vocês mesmos sabem que o Novelo não é nada disso. Sabem que ele está aí, em algum lugar de suas mentes, mas não podem achá-lo. É mais fácil ignorá-lo por toda a vida. Ele é mais que sonhos e pesadelos.

11 novembro 2013

Novas Velhas Lendas

Estava distraído em meus pensamentos, quando me lembrei de uma lenda que os meus avós costumavam me contar na minha infância. Era a lenda de um homem que fazia um pacto com o demônio para conseguir tudo o que ele queria, mas que por fim o diabo vinha lhe cobrar as dividas.
 Certo dia estava eu lendo o jornal, e li uma noticia de um rapaz que sumiu misteriosamente. Neste mesmo dia eu conheci uma garota que me contou uma história muito estranha, eu que sempre fui cético, apenas ri do que ela me disse.
“O ‘Cara’ era muito sozinho, dizem que ele vivia lá pelos lados da zona sul, que não tinha amigos mas era um gênio em tudo que ele fazia, inventava meio e métodos de fazer tudo o que ele queria em relação a computadores, matemática, física, português, inglês e mais um monte de coisas por ai. Diziam as más línguas que o pobre coitado nunca havia namorado na vida, mas que já havia beijado diversas garotas em festivais e eventos que aconteciam na cidade, por isso muitos caçoavam dele por ser solteiro e de certa forma estranho.

08 novembro 2013

O Toque da Vida (Final)

Esta criança cresceu sem amor, mas rica, pois a sabedoria que havia conquisto fazia parte de seu trabalho no conselho do regente, autoritária com seus súditos, mas justa, sabia em controlar momentos em desorganização, esta mente mais sã que conheço, dominava a tranqüilidade em seus pensamentos, e tinha para si sua própria verdade, esta que estava só, sem porque viver, sem alguém para amar, pois seu coração era tão triste que só alguém que tivesse passado por alguma tristeza ou agonia a entenderia, mais havia um problema a mais, pois a população de seu vilarejo tinha preconceito dela ainda, não havia família que quisesse seu filho casado com uma pessoa que tivesse um nome de família tão subjugado, nem homem que quisesse se casar com aquela expressão tão triste quanto à dela, pois em seus olhos não havia magnitude, sua beleza era mortificante tanto o quanto um rosto de defunto, e sua personalidade obscura assustava aos moradores de seu vilarejo.
Em seu, âmago havia uma paixão muito grande pela noite, por sua pele branca como leite, por um lugar escuro e calmo como cemitério, de viver como uma viúva sempre a vagar de preto e pelo aprendizado, que a separava das pessoas mais ignorantes, pois se assustavam quando ouviam comentários que abalavam sua fé.
O regente tinha um pequeno problema, pois se ele fala-se que Nimue era sua conselheira de maior porte para a população ignorante, eles o rejeitariam e acabavam com ela, só que ela tem um poder de sabedoria muito grande capaz de controla-los sem estes o saberem, pois seus movimentos eram os mais próximos possíveis do regente, e isso lhe dava proteção.
Nimue poderia ser acusada de bruxa quando o povo quisesse, só que preferia não se expor, ao longo do tempo, muitos vezes que voltava aos seus aposentos já à noite ela se sentava próximo a janela e observava a ignorância que ela conheceu de perto, tomar conta de tudo o que ela conhecia, e assim dar o nome de civilização, só por ter leis que na maioria das vezes são quebradas, mas não tinha um habitante que fosse, que parava para ensinar um ao outro o que é o amor.
Esta que conto a história desfaleceu em sua cadeira sem conhecer o que era este sentimento, dizem que no dia de sua morte ouviram gritos de dor, mas não de machucados comuns e sim os de dentro de sua alma, pois morta esta sem um sentimento a receber, sem contato com raridades como ela, dizem que por isso se ouvem gritos horripilantes a sair de seus antigos aposentos, a dor de sua alma e de sua morte está lá, e lá vai ficar até pessoas comuns descobrirem, qual é a dor de suicidas obscuros, qual é a dor da morte solitária, qual é a dor de morrer por agonia de que tudo isso não vai mudar tão cedo e que sua alma irá esperar tudo isso acontecer.

 Por: Lucas Lima

06 novembro 2013

O toque da vida (Inicio)

Ao olhar a sua volta, ninguém a de te dizer historias justas postas conhecidas, loucas medidas vividas por amigos que sem sabermos ignoramos, mas, temos muito que aprender. Uma história fictícia hei de te contar, mas não escrevo historias sem conhecer venéreas parecidas.
Era uma época fria há alguns séculos atrás, onde desmedida era a força dos homens, e diminutiva era a das mulheres. E um doloroso nascimento acontece, deste acontecimento nasce uma bela menina cabelos e olhos negros como a noite, e sua pele branca como a pele de um defunto, pois esta que agora nasce, quase morreu pela dificuldade do parto. Sua família era pobre, sendo assim ela uma garota sem dote para o casamento, sua pele exageradamente branca a todos amedrontava, pois seu olhar era sempre gelado, assim era, pois, essa pequena menina que agora chamo de Nimue sofria do grande preconceito religioso da vila onde vivia, seu pai havia se suicidado com a falta de esperança que ele tinha no seu futuro, mal conseguia ele sustentar sua própria família sem uma filha imagine com uma, mas mesmo assim caminhava sem desistir, sua mãe ensinou-a a ler e escrever, sozinha assim foi atrás de conhecimento, e conhecer se tornou o maior desafio de sua vida, pois sem dinheiro e sem um casamento descente, o que lhe resta para toda sua vida é a sabedoria que ela adquirir.

04 novembro 2013

Anjo no Meu Quarto

Hoje é dia de lua cheia e o sono passa longe da minha cama, longe de mim. Na verdade, eu estava dormindo. Dormindo, não. Cochilando. Quando, de repente, eu escuto um raspar de unhas na janela. Fiquei meio assustada, revirei-me na cama e fiquei imóvel. Medo. Confesso, fiquei com medo. Mas logo passou, pois eu senti uma sensação leve, uma corrente fria de ar soprava no meu rosto. Eu sabia. Claro! Havia alguém na janela. Hesitei um pouco, mas logo me revirei na cama e senti um clarão no quarto. Como assim? Como isso é possível? Não, eu devo é estar sonhando – foi o que eu pensei.

01 novembro 2013

Missão de Guerra - Parte Final - (Final)

 A Despedida

Dois dias se passaram desde então, todos os guerreiros estavam bem e curados. A missão havia terminado. Estava na hora de voltar. Depardieu, Dom Eurico, juntamente com a jovem Rosa de Lisboa, Sir Gregory, Sir Ray, Lien, Dom Esteves e o nobre Abd partiriam juntos para retornar ao velho mundo e, consequentemente, às suas terras de origem.
– Não tenho como agradecer por terem vindo. – era o nobre português, dirigindo-se ao espanhol e ao árabe. – Se não fosse a ajuda de vocês, teríamos perdido essa disputa.
O árabe sorriu.
– Eu não viria, – disse. – ficaria em meu país, administrando o meu novo califado, mas Esteves me convenceu do contrário e me arrastou por essas águas até essas terras, apesar de avisá-lo que já estou velho para tal. Vocês jovens não enxergam os limites que Alá os colocou, mas eu entendo. Isso faz com que eu me sinta jovem novamente.
Esteves adiantou-se.
– Era o mínimo que poderia fazer. – começou. – Vocês não retornaram dentro do prazo de sessenta dias, não podia deixar de imaginar o pior. Ao ver a bandeira rasgada na embarcação francesa, percebi que Deus guiado as nossas velas com os ventos corretos. O resto foi tudo conseqüência.
– Alá, Deus Cristão... – era Abd.
Eurico sorriu.
– Não vamos discutir isso agora. – interrompeu. – Temos muito tempo para isso durante a viagem de retorno.
– Concordo...
Depardieu caminha com o líder da nação selvagem, o grande Avaantã.
– Você é um guerreiro esplêndido. – era o selvagem. – Poucos já resistiram a minha fúria em um confronto direto como o seu.
“Ora”, pensou Depardieu, “então ele encontrou algo para elogiar”.
– Obrigado. – respondeu o francês. – Nunca vi nada parecido com a sua força e agilidade. Esse elogio, vindo de ti, muito me enaltece.
– O quê?
– Desculpe. Meu português não é tão bom quanto o seu.
O selvagem apanhou um tubo com algumas setas finas, adornadas com penas, presas a ele.
– Quero que fique com isso. – disse.
Depardieu nada entendeu.
– Fiz esta arma como presente: coloque as setas dentro do tubo e assopre. Como vi você reclamar que não gosta de retirar vidas, o veneno das setas são apenas para paralisar o adversário e dar fortes alucinações.
– E quando o veneno e as setas acabarem?
Avaantã sorriu.
– Invente o seu próprio veneno. Faça as suas setas. É isso que um guerreiro faz.
Depardieu sorriu também.
O tempo passou e o sol já se mostrava em boa hora para a partida, todos os estrangeiros embarcaram. Logo deixariam a baía para trás, juntamente com as terras selvagens.
– Até a próxima aventura. – profetizou Depardieu em voz baixa enquanto se afastavam da terra.
Avaantã e sua esposa Japira acompanhavam com os olhos os guerreiros estrangeiros mais formidáveis que já haviam postos os olhos e torciam para que pudessem lutar novamente lado a lado.
– Até a próxima... – determinou Avaantã.
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