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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Estâncias para Música

De Lord Byron



Alegria não há que o mundo dê, como a que tira.

Quando, do pensamento de antes, a paixão expira

Na triste decadência do sentir;

Não é na jovem face apenas o rubor

Que esmaia rápido, porém do pensamento a flor

Vai-se antes de que a própria juventude possa ir.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A Inês

De  Lord Byron




Não me sorrias à sombria fronte,

Ai! sorrir eu não posso novamente:

Que o céu afaste o que tu chorarias

E em vão talvez chorasses, tão somente.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Álvares de Azevedo

Em 12 e Setembro de 1831, nascia em São Paulo, Manuel Antônio Álvares de Azevedo. Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luiza Mota Azevedo, o poeta, contista e ensaísta Álvares de Azevedo, teria nascido na sala da biblioteca da Faculdade de Direito de São Paulo; porém, foi constatado que o nascimento se deu na casa do avô paterno, Severo Mota.

Filho de família ilustre, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1833, e em 1840 ingressou no Colégio Stoll; retornando a São Paulo em 1844. Regressou para o Rio de Janeiro no ano seguinte e matriculou-se no Colégio Pedro II. Finalmente, em 1848 entrou para a Faculdade de Direito de São Paulo. Tendo uma vida literária intensa, Álvares de Azevedo foi fundador da Revista Mensal da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano.

Último Soneto

De Álvares de Azevedo



Já da noite o palor me cobre o rosto,

Nos lábios meus o alento desfalece,

Surda agonia o coração fenece,

E devora meu ser mortal desgosto!

Se eu morresse amanhã!

De Álvares de Azevedo


Se eu morresse amanhã, viria ao menos

Fechar meus olhos minha triste irmã;

Minha mãe de saudades morreria

Se eu morresse amanhã!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sonho.

Por Douglas Cavalcante.

Passei essa noite vendo Tv, e acabei assistindo um programa sobre viver em outros países. Gostei muito de ver e ouvir as pessoas realatarem como é sua vida ali naquele loca. O bilho no olhar e o sorriso estampado no rosto era de tamanha forma, algo que você vê e sente que é sincero e verdadeiro. Com isso, fui durmir tarde da noite e acabei tento um sonho tão maravilhoso como se fosse uma pintura de Picasso, Dali, Van Gogh.

Sonhei que estava me preparando para uma viajem. Pela manhã fiz meus cuidados matinais: pedi a benção do Todo-Poderoso, banhei-me, preparei o café da manhã e minha mochila com livros novos e um diario. Logo ao termino desta, peguei minha bicicleta e sai. Durante a pedalada meio sem destino fixo, sai pela lateral da rodovia, no acostamento. Vi o Sol nascer, e uma faixa estensa azul com um tom de laranja muito forte acompanhavam o Astro-Rei. Que linda cena. Tão perfeita e incomum em nosso dia-a-dia. 

Parei minha bicicleta para anotar tão acontecimento e horario: Sexta-feira, 6h15 da manhã.

Então continuei.

Por mais que se viaje sozinho seja muito solitario, você começa a reparar em detalhes que no seu cotidiano muitas vezes são imperceptíveis. O cantos dos passaros, a cor do céu, o vento no rosto, a sensação de felicidade que trás por encontrar esses elementos tão presentes em nossa vida que, ainda assim, deixamos escapar.

Durante minha pedalada sem destino, vejo uma entrada muito estreita onde passamos para descer o litoral e uma placa informando. Resolvi descer e dar um olá ao mar que nunca mais vi. A unica vez ainda foi quando criança, onde recordo-me por fotos. Enquanto descia via as arvores, ouvia mais ainda o canto dos passaros e aquela paz tão grande que chegava a me dominar como um abraço de uma pessoa que não via a anos!. Nossa, que maravilha viajar sozinho ...

Pois bem, logo estou ali no calçadão da praia de Santos e vejo a mesma coisa que no dia-a-dia: transito, barulho, gente pra la e pra ca, comercios, turistas, e uma vista linda do mar que por pouco não me distrai de uma outra ciclista que vem da direção oposta - Ufa ! Por pouco - penso. Mais era só um pequeno momento automatico. Em meio a meu caminho, guiado pela vontade de ver oque não vejo na rotina, subindo e descendo ruas e avenidas, vejo uma casinha sobre um morrinho e me direciono.

- Espero nao encomodar - E logo me direciono para o lado o posto da casinha, indo para a beira de um penhasco onde tem um banco de madeira pintado de branco com duas arvores em cada ponta completando esse cantinho de sombra. Olho ao redor e nao vejo ninguem, então acomodo-me por aqui mesmo.

Tiro meus livros e passo parte da manhã e o restinho da tarde a ler. Sem perceber um senhor de bengala sentou ali do meu lado. Quando olhei fiquei boqueaberto: era alto, com uam roupa toda branca, cabelos lisos e barba ao vento com o olhar para o nada. Fiquei ali por alguns minutos ao o observar.

- Você ja se perguntou, o porque de fazer oque faz ?
- An .. Já! Mas ... 
- Então sabe que nada na vida é por acaso, não é ? - Diz o senhor.
- Tambem ... Mais temos de sempre escolher nossas escolhas.
- Sim. - diz o senhor - mais tudo esta escrito, e assim deve ser feito. Nada pode ser mudado.
- Como assim ? Então por que nada é por acaso ? Não podemos mudar nosso destino? - digo ao senhor, surpreso ao que ouço.
Ele sorri e diz: Até você pensar em mudar esta escrito. Vai de você mudar oque quizer, dependendo do que for. Pode mudar de país, de cidade, de nome, de sexo, mais nao pode mudar o que realmente esta escrito.
- Entao, posso sim mudar meu destino mesmo estando escrito ? - meio sem entender.
- Como falei, você pode mudar oque quizer, pois tudo esta escrito. So falta saber oque mudar se o fizer.

Então o senhor vira-se para mim, e com um grande sorriso fala:

Filho, este seu caderno em que esta ao seu lado - aponta - você anotou hoje uma coisa que mudou o seu dia: o horario do nascer do Sol. Mais para que isso acontecesse você teve de fazer algumas coisas, como acordar mais cedo, fazer suas coisas, pegar sua bicicleta e sair sem direção. E isso estava escrito. - O senhor mostra um livro dourado tão reluzente que era muito dificil olhar diretamente.
Este é o Livro da Vida, meu filho. Nele esta anotado tudo que você fez até hoje, desde o dia que te mandei para vir a Terra fazer a vida de outras pessoas feliz. E sabe que dia é hoje ? - perguntando. Hoje é o dia em que te mandei a Terra para cumprir sua missão, e  digo-lhe que tudo esta sendo cumprido em sua vida. E ainda será até o seu retorno à casa.

Não esqueça-se disso, você pode fazer oque for que tudo ainda estará escrito no livro da vida.

O senhor então levanta, apoiando em sua bengala e vai em direção a casinha branca logo abaixo do penhasco.

Acordo.

Em um pulo de susto vou até minha mochila e pego meu caderno, e olha só o que encontro: este texto!

Realmente, tudo esta escrito.

domingo, 21 de setembro de 2014

Aluísio de Azevedo

Álvares de Azevedo (Manuel Antônio A. de A.), poeta, contista e ensaísta, nasceu em São Paulo em 12 de setembro de 1831, e faleceu o Rio de Janeiro, RJ, em 25 de abril de 1852. Patrono da Cadeira n. 2 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Coelho Neto. Era filho do então estudante de Direito Inácio Manuel Álvares de Azevedo e de Maria Luísa Mota Azevedo, ambos de famílias ilustres. Segundo afirmação de seus biógrafos, teria nascido na sala da biblioteca da Faculdade de Direito de São Paulo; averiguou-se, porém, ter sido na casa do avô materno, Severo Mota. Em 1833, em companhia dos pais, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 40, ingressou no colégio Stoll, onde consta ter sido excelente aluno. Em 44, retornou a São Paulo em companhia de seu tio. Regressa, novamente ao Rio de Janeiro no ano seguinte, entrando para o internato do Colégio Pedro II.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Lagrimas de Sangue

De Álvares de Azevedo



Ao pé das aras no clarão dos círios

Eu te devera consagrar meus dias;

Perdão, meu Deus! perdão

Se neguei meu Senhor nos meus delírios

E um canto de enganosas melodias

Levou meu coração!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Adeus, meus Sonhos!

De  Álvares de Azevedo


Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!

Não levo da existência uma saudade!

E tanta vida que meu peito enchia

Morreu na minha triste mocidade!

Misérrimo! Votei meus pobres dias

domingo, 14 de setembro de 2014

Imitação

De Álvares de Azevedo 


O tempo alegre corria

Da infância nos anos meus;

O céu azul me sorria;

Que esperança, oh meu Deus!

Via uma verde campina,

Nele uma flor peregrina;

Tinha uma crença querida,

Sonhava glórias brilhantes,

No porvir da minha vida.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Soneto

De Álvares de Azevedo

(Oferecido ao meu amigo Luís Antônio da Silva, no dia 2 de junho de 1847, seu aniversário natalício.)


Perdoa se hoje em verso rude não cadente

Ledos os sentimentos de minha alma exprimo:

Tu verás que na arte de poeta eu não primo

Porém verás que só digo o que meu peito sente.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A Jovem do Mar Vermelho

Contos Tradicional Finlândes.

Era uma vez uma abastada casa de campo em que vivia um camponês com os seus três filhos. Acontecia que, cada vez que ele acabava de proceder à sementeira da Primavera, surgia uma noite de tempestade estival que destruía tudo. E assim sucedeu ao longo de doze anos consecutivos. Finalmente, cansou-se da situação repetitiva e decidiu:
— Vou parar de semear. De qualquer modo, nunca obtenho nada em troca.
O filho mais velho pediu-lhe então que o deixasse cultivar as terras e obteve autorização.
Assim, o jovem adubou o campo e semeou-o. Mas surgiu a noite da tempestade estival e repetiu-se tudo o que costumava acontecer ao velho agricultor.
Na Primavera seguinte, o filho do meio pediu ao pai que o deixasse tentar a sorte. Obtida autorização, trabalhou as terras e procedeu à sementeira. Quando calculou que chegara a noite da tempestade, ficou de vigília. À meia-noite, desencadeou-se um temporal tão furioso que derrubou todas as árvores do bosque. Ele entrou a seguir na casa de banho e depois foi deitar-se. Quando de manhã se levantou, a destruição era tão absoluta como nas vezes anteriores.
Ao chegar de novo a Primavera, o filho mais jovem pediu ao pai que o deixasse também experimentar, mas este último hesitava em o autorizar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Cartas ao Remetente

Por Douglas Cavalcante.

- Deitado em sua cama de madeira sobre um colchão surrado pelo tempo. Francisco - ou para a amigos muito intimos como familiares, Seu Chico - dita a sua neta Jusceilia - .

Olá querido amigo,

Quanto tempo não nos falamos.

Estava lembrando de você nesse filhete de vida que me resta, dos momentos alegres que passamos lá atrás, em nossa infancia. E agora andamos muito distantes, eu aqui na mesma terra da poeira envermelhada morando na mesma casa branca no interior, e você ai perdido nessa Terra de Santa Cruz.

Ciclo.

Por Douglas Cavalcante.

Mais uma noite se passa em claro, e os pensamento vem e vão ao decorrer desta. Por mais que tente durmir, sou obrigado a levantar-me colocar-me na varanda de casa. Com uma vista tão esplendorosa do luar e do céu lindo cheio de estrelas ponho-me a pensar no que irá decorrer-se caso não domine esse meu eu. Portanto, sento-me aqui, na varanda sob o luar e ponho me a refletir sobre acontecimentos que tenho como marcantes.
Pode ate parecer algo desnessesario pensar que tudo é um ciclo e defender esse pensamento, mas não tem como replicar algo tão efetivo a nosso cotidiano. Tudo realmente tem seu começo, meio e fim, e com esse fim tem-se um novo começo. Os dias são um exemplo visivel e que cai muito bem nesse sentido. Assim como ele os meses, anos, momentos.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Deuses Entre Nós

Por Jefferson Lemos

“Pois não há morto que fique em repouso eterno, E com imensa idade, poderá finar-se a morte.”
-Trecho do Necronomicon

Em sua morada em R’lyeh, morto Cthulhu espera sonhando, e desejo, do âmago do meu ser, que ele nunca acorde.

Assim como a água em um rodamoinho, eram meus pensamentos, convergindo para um vórtice de maus presságios emitidos por meu cérebro, que sabia, em forma de imagens etéreas e desconexas, que aquilo iria acontecer. No final, acho que iria acabar acontecendo de qualquer maneira.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Depois dos vinte

Escrito por: Juliane Bastos .

"Não posso me reter somente aos ditos, mas só hoje eu entendo o que muitas pessoas insistem em dizer. Realmente, o tempo muda a gente."

Depois dos vinte eu aprendi que por mais que as festas sejam boas, o melhor lugar é a nossa casa, o nosso canto, o nosso aconchego. Eu aprendi que nosso coração vai ser machucado várias vezes, vai custar, mas vai se recuperar de todas elas e vamos continuar achando que o amor é o melhor sentimento que existe. "Mas, não é?"

Aprendi que os melhores amigos irão embora e os mesmos te provam que a distância é só um mero detalhe e sempre que possível eles se fazem presentes. Aprendi que pai e mãe carregam com si uma sabedoria única e por mais que a gente tente "bater o pé" e contrariar os mesmos, no fim eles quase sempre estão com razão. Afinal, eles já passaram por caminhos parecidos.

Esvaziando os Armários de Nossa Vida

Por Corrado Spallanzani

Todos os anos há um momento em que olhamos nossos armários com um olhar crítico. Olhamos aquelas roupas que não usamos há tanto tempo. Aquelas que tiramos do cabide de vez em quando, vestimos, olhamos no espelho, confirmamos mais uma vez que não gostamos e guardamos de volta no armário. Às vezes tiramos alguma coisa e damos para alguém, mas a maior parte fica lá, guardada sabe-se lá porquê.

O Lobo Solitario


Para muitos lobo é sinônimo de medo, terror, pânico, mas nem sempre sua aparição significa isso. Muitos podem até confundir com lobisomem, e há uma grande diferença entre ambos.

Sua história é triste, uma tristeza profunda de quem amou intensamente foi traído pelo destino.

Tudo começou nos tempos em que os deuses governavam a terra antes ainda de tudo que conta a mitologia grega. Ele amou e foi correspondido amor,e este que muitos podem não conhecer mais está vivo até os dias de hoje.

 Kuekuastheu  vivia no mundo dos deuses e era o deus da simplicidade, honestidade e compaixão. Não era um deus comum. Seus amigos também deuses, admiravam-lhe muito apesar de sua grandeza. E Kuekuastheu  não deixava-se levar muito por isso.

Gostava de ver, mesmo que fosse la do céu, a natureza os animais, a felicidade dos seres inferiores a si.

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