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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Aprender com a experiência

Tire um tempo para ler esta história...

Um cão foi tão fiel que a mulher poderia deixar seu bebê com ele e sair para cuidar de outros assuntos. Ela sempre voltava e a criança dormindo profundamente com o cão fiel cuidando. Um dia algo aconteceu.

A mulher, como de costume, deixou o bebê nas "mãos" de este cão fiel e foi às compras. Quando ela voltou, ela descobriu uma cena bastante desagradável, não era uma bagunça total. Berço do bebê foi desmantelado, suas fraldas e roupas rasgadas com manchas de sangue por todo o quarto onde ela deixou a criança e o cão. Chocada, a mulher perdeu o chão.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Texto do Dia

Desculpa por não ser suficiente; por fazer tudo errado, por tão idiota como eu sou. Eu sou assim, toda errada, toda cheia de defeitos. Me desculpa por todas as vezes que não pude estar do seu lado, que não te ajudei quando você precisou, me desculpe por errar tanto assim com você; com nós. Eu tento de todas as formas ser a pessoa que você tanto sonhou, a que mais te faz sorrir, que está do seu lado sempre, mas também dói em mim não ser assim. Porque dói ter esse vazio aqui, sem ter você pra preencher, sem ter nada, sem sentido, sem vontade de viver. Olhar pra trás e ver o que éramos, e o que podíamos ser por minha culpa; por ser tão idiota e conseguir acabar com tudo.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Os Quatro Navegadores (Final)

Vou falar um pouco de Jhony e Lívia, pois eles como nos fizeram o mesmo e foram passear, pois se tornava perigoso fazer o lanche e em seguida cair na água. E Jhony confessou todo o seu amor a Lívia, que escutou atentamente, mas depois da confissão, ela disse que iria pensar em tudo o que ele tinha dito, para depois lhe dar um sim ou não e ele concordou com tristeza.

Enquanto isso o Geovani e Shara estavam felizes e se comunicavam ora por telefone ora por carta, mas estavam sempre em contato foi decidido, que eles iriam noivar e em seguida casar-se e que o casamento iria se realizar no meio do mar. Os padrinhos escolhidos eu e Mireli e Jhony e Lívia, que felizmente para ele tinha resolvido dizer o sim.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Texto do Dia

"Eu duvido! Duvido que você não chame meu nome quando você sente falta de alguém, duvido que não sinta falta do meu carinho sempre tão sincero, falta de me contar como foi seu dia, as histórias da sua vida que sempre foram pra mim melhor do que qualquer novela. Duvido que você não me procure nas biscates que você pega por aí, sempre tão vazias. Vazias igual a sua liberdade idiota que nunca te serviu pra porra nenhuma. Talvez esse seja o nosso problema, eu sou completa demais pra sua vidinha mais ou menos. Eu sinto, eu penso, eu falo, eu te conheço, isso te assusta né? “Tô invadindo seu espaço? Desculpa.” Essa fui eu, durante todo esse tempo, me desculpando por que mesmo ? Me diminui pra você ficar maior, pra você não me perceber entrando na sua vida. Se você pudesse sentir o quanto isso dói você quem iria se desculpar. Eu queria ligar pra você, e te falar sem pausas tudo que eu ensaio toda vez que você me magoa, mas nunca digo pra não te magoar, afinal você não me faz mal por mal, e talvez esse seja o pior mal que se possa fazer a alguém, tão natural. Bobagem, como se algum ensaio no mundo fosse me deixar firme depois do seu ‘alô’. Então é isso, tô te escrevendo! Sempre fui mais segura com as palavras. Tô te escrevendo pra talvez um dia te enviar, mas to escrevendo. E não é sobre você dessa vez, é sobre mim. Sobre o quanto eu sou boa, igual a mim tá difícil meu bem! Sobre como eu não preciso usar cinco centímetros de saia e um decote no umbigo pra ser mulher; Sobre como, ainda assim, só eu sei fazer de você um homem. Sobre muitas coisas, mas principalmente, sobre quantos homens eu poderia estar saindo nesse exato minuto. Não é com você, é comigo sabe? Por exemplo, eu te idealizo nesse momento como o melhor, não que você seja. Acho legal você brincar com a sorte, mas se eu fosse você não teria tanta certeza da minha posse assim! Talvez ninguém tenha te avisado ainda, então desculpa se eu vou te dar essa notícia sem te preparar antes, mas a porra do mundo não gira em torno do seu umbigo! Ficou chocado? Acontece. Só queria te dá um conselho, em nome da nossa amizade e meu carinho por você, tira uma mão da liberdade e segura um terço. Fica assim, agarrado nas duas coisas sabe? E reza, reza muito pra não aparecer ninguém que mexa comigo enquanto você fica brincando de não saber o que quer. Porque eu sou amor, e ainda que não seja o seu, essa é a minha essência! E você não deve acreditar muito nessa ideia, pelas tantas vezes que eu quase fui, mas um dia eu vou.. sempre foi assim! Mas deixa eu te contar um segredo: se eu for, eu não volto."

Os Quatro Navegantes (Continuação VI)

Naquela noite, ficamos todos na casa de Shara, pois no dia seguinte iríamos a Balneário Camboriu, gozar das delicias que a natureza nos oferecia. Depois de dormirmos tranqüilamente, acordamos ainda sonolentos, pois o pequeno banquete fora ate muito tarde. Almoçamos ainda na casa de Shara, pois tinha sobrado muita comida do pequeno banquete que para mim foi um dos maiores banquetes da minha vida, ate porque nunca tinha sido tão feliz afinal Mireli de vez em quando me iluminava com seu olhar divino, enchendo-me o coração de esperanças.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Os Quatro Navegadores (Continuação V)

No dia seguinte falei com Geovani e disse a ele que na próxima viagem seria de carro e ele admirou-se e perguntou: - Por quê? Foi então eu aproveitei a oportunidade para revelar-lhe o meu amor por Mireli, e também falou sobre Jhony que disse estar apaixonado por Lívia. Falei a Geovani que a minha idéias seria viajarmos de iate, mas o Jhony me alertou que as moças poderiam enjoar. E Geovani sorridente mais uma vez perguntou-me e elas sabem que vocês estão apaixonados por elas? Eu disse que não e vocês a convidaram para viajaram conosco? Eu disse não e então como vocês querem viajar de carro se Lívia e Mireli nem sonham com esta viagem? Eu respondi a Geovani: - Eu tenho certeza que elas não iriam recusar um convite desses, não por nós, mas por Balneário Camboriu, como todos dizem a maravilha do Atlântico Sul. Em Balneário eu e o nosso amigo Jhony iremos confessar para as respectivas moças o nosso amor e Geovani falou: - Como o mundo da voltas, quem diria vocês apaixonados!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Motivacion: Lyoto Machida - The Dragon Philosophy

A text of a great athlete who inspires a lot of people, like me, keep your big dreams alive. 


Our father always taught us that, technique beats strength. But the spirit beats the technique. Sometimes you can have a lot of techniques, but if you don't have spirit, you won't be able to use it. That's whay the spirit beats technique.

My dreams always has been to become a UFC champion. Since I was 15 years old and saw Royce Gracie fighting. I set my goal: onde day I will become the UFC champion. I succeeded becoming a champion. But eveytime you archive a dream, you must set another one. Because that will strengthen you path. Or you become dead, because if you have no dreams, you have no life. Today I have a differente dream, to reconquer what I always want. To become champion. I still have a big dream inside of me to become the champion again.

Adversities are beaten by persistence. When you persist and keep going without stopping, if you don't give up, evetually you will break to cycle. And you will overcome any obstacule. If you gave up, you've already lost. If you keep going, you get to a new level. I belivie you must have passion, passion for what you do. Sometimes the results don't metter as much as the fact that you are doing it with love. You must enjoy you day to day. That's you most important thing, because the rest you can archive. You can overcome and obstacle, and you can stay awake with hunger when you love what you do. You will overcome anything if you love what you do.

So the must important thing I have to say is that, I love what I do.
I love training everyday, and to step inside the Octagon is a celebration. That is what matters. The imcomfort zone is very important for us, you know. To feel uncomfortable is important to strengthen your spirit. When you have money and all that, most guy don't want to train anymore, they get too relaxed. It's normal  to want relaxed. When the guy doesn't have it, he is hungry for it. You stay hungry. If you don't have it, then you must search for it. Like the samurai says, if you feel comfortable  you must search for the desconfort , don't look only for the easy way. 

In Karate, is wrirtter as is Karate-Do, "Do" is the way. Judô, "Do" is the way.The way is the philosophy.
The way is respect peoples, don't step over you principles. To persist, because adversties will be along the entire way. Sometimes you lose someone you love, sometimes you can't get what you want  when you  want. Is important to realize that the way will lead you. And the way will lead you on path not only inside the competition, but in you life.That's very important. When you're in there, you're putting everything  on the line, that's samurai's perspective. In the Octagon everything is on the line. Everyday everything in you life is on the line. Give your best, give you 100%.. That's warrior's way. Sometimes it doent's seem you are going to make it, but you keep going. That happens in the Octagon and during training, Its is parallel pach to stick to the samurai way today. The modern day are different, the competition  is different, but the wayis the same.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Os Quatro Navegadores (Continuação IV)

Voltamos para nossa cidade, a bela e querida, São Francisco do Sul. Todos nós tínhamos um bom relacionamento com nossas famílias, por isso que todas as vezes que um chegava casa do outro sempre era bem recebido. Então fomos à casa de Geovani dar a grande noticia para seus pais e irmãs, que ficaram muito contentes e seu pai em tom de brincadeira disse: - Meu Deus ninguém quer levar estas minhas filhas para diminuir as despesas e foi o suficiente para Chico e Jhony caírem na gargalhada!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Os Quatro Navegadores (Continuação III)

Shara quebrando o silencio disse: - É estou feliz por ter alguém que me ame e me queira de verdade, mesmo porque até hoje somente amei e nunca fui amada. Ela com essas palavras se referia a Domingues, filho do rico espanhol, o qual ela se entregou por inteiro e tornou-se ele o primeiro e até então o único homem de sua vida. Todos nos há escutávamos petrificados e porque não dizer admirados, como o poder de uma mulher de uma beleza tão rara, ser espezinhada, maltratada e rejeitada por um homem. Falo assim, pois segundo uma pessoa que se fez meu amigo, no restaurante um dia, após nos servir e quando Shara se afastou, comentou: - Como sofre esta moça apesar de ser bela! Então lhe perguntei: - Por quê? E ele simplesmente disse-me: - Ela tem um caso com Domingues e o mesmo traí com outras mulheres. Antes de acabar a sua fala disse emocionado:

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Os Quatro Navegadores (Continuação II)

Na semana seguinte já estávamos ansiosos para viajarmos e então resolvemos curtir um pouco as praias de Florianópolis, a praia de Joaquina, lagoa da Conceição. Voltamos felizes, nós, Chico, Jhony, menos Geovani, que em virtude de não ter o seu problema de ordem sentimental resolvido. Era sempre infeliz. Já ia esquecendo-me de frisar: Que apesar de eu e meus companheiros não nos apegarmos a alguém isto por sermos boêmios, cada um de nos conseguiu arrumar namorada, menos é claro o Geovani, que já tinha a sua no coração e vivia desapontado, até porque não via progredir em seu coração e em sua alma, algum sinal de esperança; que o fizesse crer que um dia, fosse o tempo que fosse, até poderia ter Shara, a mulher tão sonhada e tão amada por ele, em seus braços. E tão somente por isso, já não queria mais seguir-nos nas viagens semanais.Então eu resolvi por terminar a esta situação, dizendo mais uma vez: - Te declara e saberás se podes ter esperança neste amor, que nutris por ela ou não.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Os Quatro Navegadores (Continuação I)

Nos, seus amigos, estávamos ansiosos por seu reingresso, que afinal aconteceu. E nesta viagem programamos a irmos a Itajaí e conhecermos a cidade e depois Navegantes e Balneário Camboriú.
Itajaí cidade bonita com seus jardins floridos e suas praias maravilhosas. Vou citar algumas delas Praias de Cabeçudas, Atalaia e praia Brava, enfim um paraíso. Navegante também com suas belas praias e a principal fica praticamente no centro da cidade. Depois de conhecermos um pouco desses paraísos encantados, fomos para Balneário Camboriú, a mais bela praia do Sul do país, a qual nos deixou maravilhados, seu mar de um verde deslumbrante, não é à toa que ela é classificada a maravilha do Atlântico Sul.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Os Quatro Navegadores

No verão de 1985, eu e meus amigos fomos dar um passeio de iate, como estava programado. Após o passeio iríamos conhecer pontos turísticos da cidade.
Ao chegarmos na cidade procuramos um restaurante para almoçarmos. Achamos com facilidade, isto porque era o único.
Geovani o mais desenvolto, após olhar o cardápio, pediu a comida. Que nos foi servida pela uma bela garçonete, de uma beleza simplesmente fantástica. Geovani que até então não tinha sentido a dor do amor, ficou preocupado e perguntou-me: - Juca alguém pode se apaixonar duma ora para outra? Então eu dize: – Sim, porque não! Ele então com jeito de adolescente disse-me: - Pois é acho que estou apaixonado! Deixei que ele fizesse uma analise rápida da situação, comecei a conversar com Chico, outro dos quais fazia parte da tripulação. Homem experiente, pois fora marinheiro, passará alguns anos viajando para o exterior.

Desculpa, Perdão.

Hoje estou usando o espaço do Blog para me desculpar, ou tentar, com uma pessoa que realmente se importou e se preucupou comigo por quase dois anos. (Já faz algum tempo que venho a escrever esse texto e, so agora me senti esguro a posta-lo aqui no blog.)

 Me lembro do dia que nos conhecemos, você estava procurando alguem e eu nem sabia oque fazia ali, mas senti que tinha encontrado a pessoa que seria importante para mim..
Com o tempo, você se mostrou alguém que sempre sonhei em ter ao meu lado, que pudesse me apoiar nas minhas horas que precisasse, a pessoa que pode me entender e também me fazer feliz.
 O tempo passou e fomos nos conheçendo e acabamos por começar a criar planos juntos. Tivemos sim altos e baixos, mas quem não tem ? Em alguns acontecimentos te mostrei uam personalidade que eu mesmo não conheçia. Muitas vezes eu pensava mt em mim e hoje vejo que isso afeta quem esta a meu redor, e afeta mt ..

Hoje te digo que tudo que vi em você é verdadeiro e isso me faz apaixonar ainda mais por você me faz sentir que realmente você era tudo que faltava em minha vida e hoje é minha razão de viver.
Sei que ja lhe pedi perdão por todos os erros que cometi com você, fazendo com o que o nosso relacionamento fosse se degradando pelas poeiras do meus erros a você. Peço-lhe novamente perdão por isso e prometo ser aquele cara simples, preucupado com todo que lhe rodeia de bom e fazer que isso smp te faça um bem maior, e defende-la com todos os modos possiveis do mal.

Antes de tudo amigos, pois um grande e verdadeiro amor não nasce de uma hora pra outra. Ele tem de ser cultivado, cuidado, protegido e smp preservado.

Hoje quando ouço algumas musicas que falam sobre amor, algo sincero e verdadeiro me lembro de voce e choro, choro muito por saber que perdi uma grande mulher e amiga, uma companhiera para todas as horas. Perdi sim e hoje não ha nada que possa fazer que me faça voltar no tempo e usar as verdadeiras palavras, o verdadeiro sentido de tudo, pode ser o cara que voce um dia apaixonou-se e desejou doar-se-a toda. Ser o homem da sua vida, nao so o primeiro mais o unico, o pai do Igor da Minnie, seu companheiro na vida seja ela uma linda aventura repleta de cuidados e sinceridade, ou algo mais triste como talvez  alguma perda. Sendo essa minha sina hoje de apenas ler oque construimos e nao poder reconstruir.
Eu te amo, e sempre irei te amar Maria Eduarda. Perdoe-me por ter sido tao baixo e sujo. Talvez isso nao mude nem ajude a te-la novamente, mas o peso que sinto ao deitar todos os recentes dias no traviseiro sao os piores.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Jovem e Bela como sempre (Final)

Assim me lembrei das palavras de minha amada. Eu estava morto sim, pois tinha uma vida dependente dos sucessos de meus pais. Mas poderia viver novamente. E assim terminei meus estudos, formei-me, fui dar aula de filosofia num seminário e depois numa faculdade que acabou sendo incorporada, posteriormente, a uma universidade federal. Casei e tive filhos. Viajei pelo mundo. Mas meu único objetivo era reencontrar aquela garota. O tempo ia passando para mim, deixando suas marcas. Herdei uma fortuna de meus pais. Fiquei viúvo aos 59 anos. Quando ultrapassei os setenta anos doei meus bens a meus filhos, à exceção da mansão onde vivia, buscando evitar para eles o martírio de um inventário.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Jovem e Bela como sempre (Continuação)

Foi assim que eu a conheci há mais de setenta anos. Ela me olhou profundamente. Seu corpo era esguio, ágil e leve. Sua pele morena e suave, as mãos, que seguravam meu pescoço e minha nuca, firmes. Os braços compridos e fortes. As pernas também fortes, as ancas discretas. Cabelos curtos e castanhos. Os pequenos seios comprimiam meu peito. Olhei diretamente em seus olhos. Eram negros como a noite. Nunca havia visto olhos de um tão belo negror. De sua boca, onde dentes alvos e perfeitos sorriam ironicamente para mim, exalava um aroma de morangos silvestres. Seu corpo tinha o cheiro do mato molhado que, na fazenda de meu pai, tanto alimentava meus sonhos infantis.
- Vale a pena deixar que você morra em meus braços? ela me perguntou com sua voz grave, mas com uma docilidade infantil.
Eu não conseguia pronunciar uma palavra sequer. Fiquei extasiado com a beleza daquele ser misterioso. Ela me largou e se ergueu agilmente. Levantei-me também e, num gesto ousado, segurei-a pelo braço.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Jovem E Bela Como Sempre (Inicio)

Dedicado a J.
Sempre me ensinaram que anjos têm asas, mas agora sei que isto não é verdade. Anjos também sofrem acidentes, caem e se machucam. Mas eu sei que você vai superar tudo isto, minha querida, e voltar a pisar com seus lindos pés este chão que é abençoado com seus passos.

- Mais alguma coisa, Barão?
Respondi negativamente, com um gesto. Pedro, meu mordomo de tantos anos pegou suas malas e saiu da mansão vazia. Olhei para aquelas paredes que antes estavam tão repletas de quadros, aqueles cômodos outrora adornados por móveis caros... Agora vazios. A mansão, herança de meus antepassados que agora pertencia a outra família, novos ricos que investiam nessas velhas mansões que resistiam ao tempo, à especulação, fomentavam sonhos e sofriam com o alto valor do IPTU.
Além do mais, minha antiga mansão precisava de empregados, e eu já não podia mais contratá-los. Aos 98 anos, só me restava partir como fizera Pedro. Mas a partida de Pedro tinha um destino traçado por sua aposentadoria. Quanto a mim, iria me aposentar da vida. Aproximei-me da janela e vi o mar lá embaixo. Uma linda vista para a praia particular que já não me encantava como antes, em minha infância e juventude. Em minha juventude antes de encontrá-la.

Parceiria

Olá a todos que seguem o Blog, Sou o Douglas, o bloggueiro e divulgador do blog (não diga, é mesmo?). Estou entrando em contato apenas para anunciar a parceria com o Blog Literatura Ezquizofrenica (Link: literaturaesquizofrenica.blogspot.com/) da colega Lua Isis (Facebook: https://www.facebook.com/lua.isis).
 Aproveitando a breja, adorei o Blog dela, é um blog mt interessante com contos bem tematicos. Ainda não tive tempo de ler um conto mas logo o farei, Lua.

Gostaria de pedir a vocês seguidores do blog e admiradores da literatura que caso haja algum conto que você gostou, divulgue-o, dara uma grande ajuda a nós. Ou caso tenham algum conto que você conheça e gostaria de vê-lo (e le-o) no Blog, so entrar em contato conosco.


Obrigado pela atenção.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O Novelo (Final)

O silêncio sepulcral deste momento fora irrompido por ventosas. Mais ventosas. Joel empurra o homem e corre a descer as rampas novamente. O homem pouco se importa. Joel se sente um rato fugindo todo o tempo preso num labirinto a espera do Minotauro. Ele chega ao andar abaixo e se dirige ao lado esquerdo do corredor, na tentativa de esconder-se numa das salas de aula.
Quando avista a primeira delas, Joel vê o homem saindo de lá. Um mudo grito de terror ele dá. O homem aponta sua bengala para Joel. Ele estranhamente parece olhar o íntimo de sua alma. Porque os olhos são as janelas da alma. ‘Ô, seu arrombado, você sabe quem sou eu, sabe?’ Joel vê a bengala tomar a forma de um revólver. Branco. O homem nada diz. Dá um tiro em sua mão esquerda. Joel chora. Antes ele vê o homem, com um gestual como num passe de mágicas, transmutar o cenário onde estavam: o chão é todo feito em xadrez, com grandes pedras brancas e negras; há pilares relembrando a arquitetura grega; há um altar com um trono atrás do homem; há espadas e armaduras encostadas nas paredes. O homem traça com sua bengala a testa de Joel e a marca com um heptagrama.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O Novelo (Continuação II)

Joel estava agora em um corredor da universidade em que lecionava. Lentamente ele subiu as rampas de acesso. Ouvia barulhos estranhos, como o de ventosas desgrudando de algum lugar. Súbito, ele se depara com um inseto gigante. Ele era azul. Como um carrapato bêbado de sangue.
Joel desce as rampas correndo. Chegando de volta ao primeiro andar, vê uma cena horripilante: o mesmo homem de máscara conduzindo sua bizarra companhia de insetos gigantes. Joel dá um grito de agonia. Como em outras tantas vezes em que era surpreendido no meio da noite quando criança. O homem muda de direção e passa a perseguir Joel.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Novelo (Continuação I)

‘Tio, a Alice tem medo do gato que desaparece. Eu também tenho.’ Joel olhou a capa e deparou-se com o odioso nome de Carol, Lewis Carol. Folheou mais algumas páginas não acreditando em tamanha futilidade para tão pouca idade. E jogou o livro ao chão.
‘Moleque estúpido. Lê João Cabral de Melo Neto e aprende alguma coisa nessa tua vida ridícula’. Ao fazer isso, ainda não achando o bastante, acerta um safanão na testa do menino. Apenas um pequeno menino que brinca com o que os adultos racionais e inteligentes preferiram ignorar até o fim de suas existências, até o momento em que clamarão por Cristo Salvador. Por que não mais em nada acreditaram em suas vidas, na hora do retorno à Mãe-Terra clamam por sua providência?

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Novelo (Inicio)

Esta estória os avôs ouvem quando ainda são meninos. E tolos o bastante para não se perguntarem ‘como é possível?’. Ela é modificada para se adequar ao tempo em que é contada. Então a ouvem atentamente, imaginam. E sonham. Isso cria o Novelo. Antes que suas soberbas inteligências se perguntem, responderei às indagações que se formam em suas brilhantes mentes.
O Novelo simplesmente é. Sempre foi. E sempre será. Mesmo que nada mais haja, o Novelo estará lá. Para quando o Tudo surgir, ele coabite em sua essência, seja simbiose e uno, perdão e pecado, glória e vergonha, beijo e tapa, escapismo e meta.
Mas na verdade vocês mesmos sabem que o Novelo não é nada disso. Sabem que ele está aí, em algum lugar de suas mentes, mas não podem achá-lo. É mais fácil ignorá-lo por toda a vida. Ele é mais que sonhos e pesadelos.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Novas Velhas Lendas

Estava distraído em meus pensamentos, quando me lembrei de uma lenda que os meus avós costumavam me contar na minha infância. Era a lenda de um homem que fazia um pacto com o demônio para conseguir tudo o que ele queria, mas que por fim o diabo vinha lhe cobrar as dividas.
 Certo dia estava eu lendo o jornal, e li uma noticia de um rapaz que sumiu misteriosamente. Neste mesmo dia eu conheci uma garota que me contou uma história muito estranha, eu que sempre fui cético, apenas ri do que ela me disse.
“O ‘Cara’ era muito sozinho, dizem que ele vivia lá pelos lados da zona sul, que não tinha amigos mas era um gênio em tudo que ele fazia, inventava meio e métodos de fazer tudo o que ele queria em relação a computadores, matemática, física, português, inglês e mais um monte de coisas por ai. Diziam as más línguas que o pobre coitado nunca havia namorado na vida, mas que já havia beijado diversas garotas em festivais e eventos que aconteciam na cidade, por isso muitos caçoavam dele por ser solteiro e de certa forma estranho.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Toque da Vida (Final)

Esta criança cresceu sem amor, mas rica, pois a sabedoria que havia conquisto fazia parte de seu trabalho no conselho do regente, autoritária com seus súditos, mas justa, sabia em controlar momentos em desorganização, esta mente mais sã que conheço, dominava a tranqüilidade em seus pensamentos, e tinha para si sua própria verdade, esta que estava só, sem porque viver, sem alguém para amar, pois seu coração era tão triste que só alguém que tivesse passado por alguma tristeza ou agonia a entenderia, mais havia um problema a mais, pois a população de seu vilarejo tinha preconceito dela ainda, não havia família que quisesse seu filho casado com uma pessoa que tivesse um nome de família tão subjugado, nem homem que quisesse se casar com aquela expressão tão triste quanto à dela, pois em seus olhos não havia magnitude, sua beleza era mortificante tanto o quanto um rosto de defunto, e sua personalidade obscura assustava aos moradores de seu vilarejo.
Em seu, âmago havia uma paixão muito grande pela noite, por sua pele branca como leite, por um lugar escuro e calmo como cemitério, de viver como uma viúva sempre a vagar de preto e pelo aprendizado, que a separava das pessoas mais ignorantes, pois se assustavam quando ouviam comentários que abalavam sua fé.
O regente tinha um pequeno problema, pois se ele fala-se que Nimue era sua conselheira de maior porte para a população ignorante, eles o rejeitariam e acabavam com ela, só que ela tem um poder de sabedoria muito grande capaz de controla-los sem estes o saberem, pois seus movimentos eram os mais próximos possíveis do regente, e isso lhe dava proteção.
Nimue poderia ser acusada de bruxa quando o povo quisesse, só que preferia não se expor, ao longo do tempo, muitos vezes que voltava aos seus aposentos já à noite ela se sentava próximo a janela e observava a ignorância que ela conheceu de perto, tomar conta de tudo o que ela conhecia, e assim dar o nome de civilização, só por ter leis que na maioria das vezes são quebradas, mas não tinha um habitante que fosse, que parava para ensinar um ao outro o que é o amor.
Esta que conto a história desfaleceu em sua cadeira sem conhecer o que era este sentimento, dizem que no dia de sua morte ouviram gritos de dor, mas não de machucados comuns e sim os de dentro de sua alma, pois morta esta sem um sentimento a receber, sem contato com raridades como ela, dizem que por isso se ouvem gritos horripilantes a sair de seus antigos aposentos, a dor de sua alma e de sua morte está lá, e lá vai ficar até pessoas comuns descobrirem, qual é a dor de suicidas obscuros, qual é a dor da morte solitária, qual é a dor de morrer por agonia de que tudo isso não vai mudar tão cedo e que sua alma irá esperar tudo isso acontecer.

 Por: Lucas Lima

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O toque da vida (Inicio)

Ao olhar a sua volta, ninguém a de te dizer historias justas postas conhecidas, loucas medidas vividas por amigos que sem sabermos ignoramos, mas, temos muito que aprender. Uma história fictícia hei de te contar, mas não escrevo historias sem conhecer venéreas parecidas.
Era uma época fria há alguns séculos atrás, onde desmedida era a força dos homens, e diminutiva era a das mulheres. E um doloroso nascimento acontece, deste acontecimento nasce uma bela menina cabelos e olhos negros como a noite, e sua pele branca como a pele de um defunto, pois esta que agora nasce, quase morreu pela dificuldade do parto. Sua família era pobre, sendo assim ela uma garota sem dote para o casamento, sua pele exageradamente branca a todos amedrontava, pois seu olhar era sempre gelado, assim era, pois, essa pequena menina que agora chamo de Nimue sofria do grande preconceito religioso da vila onde vivia, seu pai havia se suicidado com a falta de esperança que ele tinha no seu futuro, mal conseguia ele sustentar sua própria família sem uma filha imagine com uma, mas mesmo assim caminhava sem desistir, sua mãe ensinou-a a ler e escrever, sozinha assim foi atrás de conhecimento, e conhecer se tornou o maior desafio de sua vida, pois sem dinheiro e sem um casamento descente, o que lhe resta para toda sua vida é a sabedoria que ela adquirir.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Anjo no Meu Quarto

Hoje é dia de lua cheia e o sono passa longe da minha cama, longe de mim. Na verdade, eu estava dormindo. Dormindo, não. Cochilando. Quando, de repente, eu escuto um raspar de unhas na janela. Fiquei meio assustada, revirei-me na cama e fiquei imóvel. Medo. Confesso, fiquei com medo. Mas logo passou, pois eu senti uma sensação leve, uma corrente fria de ar soprava no meu rosto. Eu sabia. Claro! Havia alguém na janela. Hesitei um pouco, mas logo me revirei na cama e senti um clarão no quarto. Como assim? Como isso é possível? Não, eu devo é estar sonhando – foi o que eu pensei.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Missão de Guerra - Parte Final - (Final)

 A Despedida

Dois dias se passaram desde então, todos os guerreiros estavam bem e curados. A missão havia terminado. Estava na hora de voltar. Depardieu, Dom Eurico, juntamente com a jovem Rosa de Lisboa, Sir Gregory, Sir Ray, Lien, Dom Esteves e o nobre Abd partiriam juntos para retornar ao velho mundo e, consequentemente, às suas terras de origem.
– Não tenho como agradecer por terem vindo. – era o nobre português, dirigindo-se ao espanhol e ao árabe. – Se não fosse a ajuda de vocês, teríamos perdido essa disputa.
O árabe sorriu.
– Eu não viria, – disse. – ficaria em meu país, administrando o meu novo califado, mas Esteves me convenceu do contrário e me arrastou por essas águas até essas terras, apesar de avisá-lo que já estou velho para tal. Vocês jovens não enxergam os limites que Alá os colocou, mas eu entendo. Isso faz com que eu me sinta jovem novamente.
Esteves adiantou-se.
– Era o mínimo que poderia fazer. – começou. – Vocês não retornaram dentro do prazo de sessenta dias, não podia deixar de imaginar o pior. Ao ver a bandeira rasgada na embarcação francesa, percebi que Deus guiado as nossas velas com os ventos corretos. O resto foi tudo conseqüência.
– Alá, Deus Cristão... – era Abd.
Eurico sorriu.
– Não vamos discutir isso agora. – interrompeu. – Temos muito tempo para isso durante a viagem de retorno.
– Concordo...
Depardieu caminha com o líder da nação selvagem, o grande Avaantã.
– Você é um guerreiro esplêndido. – era o selvagem. – Poucos já resistiram a minha fúria em um confronto direto como o seu.
“Ora”, pensou Depardieu, “então ele encontrou algo para elogiar”.
– Obrigado. – respondeu o francês. – Nunca vi nada parecido com a sua força e agilidade. Esse elogio, vindo de ti, muito me enaltece.
– O quê?
– Desculpe. Meu português não é tão bom quanto o seu.
O selvagem apanhou um tubo com algumas setas finas, adornadas com penas, presas a ele.
– Quero que fique com isso. – disse.
Depardieu nada entendeu.
– Fiz esta arma como presente: coloque as setas dentro do tubo e assopre. Como vi você reclamar que não gosta de retirar vidas, o veneno das setas são apenas para paralisar o adversário e dar fortes alucinações.
– E quando o veneno e as setas acabarem?
Avaantã sorriu.
– Invente o seu próprio veneno. Faça as suas setas. É isso que um guerreiro faz.
Depardieu sorriu também.
O tempo passou e o sol já se mostrava em boa hora para a partida, todos os estrangeiros embarcaram. Logo deixariam a baía para trás, juntamente com as terras selvagens.
– Até a próxima aventura. – profetizou Depardieu em voz baixa enquanto se afastavam da terra.
Avaantã e sua esposa Japira acompanhavam com os olhos os guerreiros estrangeiros mais formidáveis que já haviam postos os olhos e torciam para que pudessem lutar novamente lado a lado.
– Até a próxima... – determinou Avaantã.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Parte Final - (Continuação ll)

Dia e Noite de Dor

Um dia se passou. A aldeia colecionava feridos. Todos esperavam pelos curandeiros, acaso eles descobrissem a cura. A moça sobrevivente da fazenda massacrada, Rosa de Lisboa, estava bem. Todos aguardavam, ainda havia esperança para aqueles que ainda estavam vivos.
Depardieu, Eurico, Victor e Avaantã estavam extremamente feridos e doentes, possivelmente a infecção iria completar o seu ciclo em no máximo de dois dias. A febre tomou os seus corpos. Logo morreriam e nasceriam como monstros. Os corpos daqueles que já estavam mortos foram queimados.
Os selvagens que haviam partido no encalço dos monstros restantes retornaram um dia depois, também muito feridos, se os seus corpos não recebessem o antídoto logo, morreriam e se tornariam aquilo que eles lutaram para destruir.
Foi então que um velho pajé saiu com um líquido quente nas mãos. Eles haviam procurado todas as ervas daquela fazenda que tivessem tido algum contato com a jovem Rosa, fosse por ingestão, contato da ferida com a planta ou a simples proximidade, por inalação. E estudou a todas.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Parte Final (Continuação l)

O Ponto Final

Às margens da orla marítima.

O filho bastardo da Rainha Catarina de Médici, o primeiro doente e ignorante de sua identidade, morto, pela primeira vez, pelos guardas de elite do rei, quando este fora ameaçado pelo monstro, ainda no início de sua infecção, enviado como arma para o novo mundo, agora se deliciava com o seu “povo”. Quase uma centena de monstros, mais da metade do total, os mais jovens e fracos, havia partido para despedaçar o invasor que se apresentara outrora e trazer à tona a selvageria proveniente de suas atuais condições.
– Meus filhos! – dizia ele em alta voz.
O local era uma baía. Tochas espalhadas por toda a orla iluminavam o lugar. Uma grande embarcação estava ancorada, pronta para partir e agir contra qualquer afronta, ela ainda possuía, hasteada em seu mastro, a bandeira de seu país de origem.
– Os seres inferiores desta terra recusam a minha bênção! Acreditam que tal divindade é uma maldição, têm medo da mudança que ofereço. Tornamo-nos deuses! Mas desejam continuar medíocres entre os demais!
Ao seu lado, os dois mais poderosos monstros, os mais velhos após o bastardo, completavam a tríade.
– Pois bem, – continuava ele. – meus dois filhos mais velhos ficarão para liderar o povo que se levanta, esperarem aqueles que seguiram em caçada retornarem, enquanto eu partirei com mais alguns para o velho mundo para extinguir com aqueles que não aceitarem as minhas bênçãos.
Seu olhar era de um ser completamente sem humanidade.

Sobre os cumes dos montes em meio à escuridão.

Esgueirando-se para que não fossem vistos, os demais guerreiros preparavam a sua investida. Observaram que sequer havia alguém no posto de vigia, todos haviam partido atrás de Victor. Eles continuavam a prosseguir. Depardieu observava a todos os guerreiros que o acompanhavam, foi então que fitou o mar e percebeu, ao longe, dentre a névoa noturna que se levantava, o que só poderia ser luzeiros de uma embarcação. Os guerreiros se olharam, percebendo a vantagem que possuíam. Prepararam os seus mosquetes.
– Se tivéssemos combinado, – era Lien. – não teria dado tão certo.
– Essa sorte, – observou Depardieu. – não teremos novamente...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Parte Final - (Inicio)

O Revide

Em meio à floresta brasileira, próximo ao litoral, 1569, colônia Portuguesa. Era noite. O estranho grupo montado por Dom Eurico rumava para o local apontado pelo soldado Victor, este permanecera para trás para receber os devidos cuidados, precisaria repousar e evitar com que o veneno inoculado nos os ferimentos se alastrasse mais rapidamente. Todos os demais guerreiros, aventureiros acolhidos pelo governador português, mostravam-se prontos para investir contra os monstros que assolavam aquelas terras. Depardieu, Sir Gregory, Sir Ray e a guerreira Lien o acompanhavam. Os guerreiros de diversas outras tribos, sob o comando de Avaantã, haviam atendido o seu chamado. Mais de uma centena de guerreiros selvagens estavam prontos a dar a vida contra aqueles que queriam destruir a sua nação. Todos seguiam a ordem de Avaantã, e este os guiava para o alvo. Muitos encontravam-se ansiosos.
Eurico olhou para o selvagem, este parou. Faltava pouco para alcançar o covil do inimigo. Agora era a hora da preparação.
– Certo. – principiou Eurico enquanto Avaantã traduzia as suas palavras para os demais. – Escutem.
Todos o respeitavam, Avaantã o respeitava.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O Soldado da Guarda

França, meses após a “Noite de São Bartolomeu", ocorrido em 24 de agosto do ano de nosso Senhor de 1572. Mais de três mil homens e mulheres foram brutalmente assassinados em uma única noite. O rei Carlos IX, então com 22 anos, influenciado pela rainha-mãe, Catarina de Médici (e quem efetivamente detinha o poder nas mãos), provocou uma selvageria sem limites. Algo entre setenta e cem mil mortes nos meses que se seguiram. A apreensão e o medo dominavam a vida de muitos. Famílias inteiras queriam fugir da violência, mas poucos podiam ajudar. Porém, ainda havia alguns aventureiros:
O senhor Depardieu conduzia um pequeno grupo de homens feridos, mulheres e crianças para um lugar seguro, seguindo em direção à Alemanha, afastando-se da Espanha e tentando transpor os limites do seu país em busca de um lugar seguro. A viagem já durava algo entorno de vinte dias, o sol já estava para se pôr.
– Obrigado por nos trazer em paz até aqui. – disse uma mulher se aproximando. – Sem o senhor por perto, não conseguiríamos chegar até aqui sem problemas.

Missão De Guerra - Terceira Parte - (Final)

 A Perseguição Os Alcança


O estranho grupo montado por Dom Paulo Barros Eurico esperava o retorno de Victor. Para todos os efeitos, não havia restado muitos monstros espalhados pelas redondezas, precisava-se encontrar o foco, o maldito filho bastardo da rainha-mãe.
Sir Ray aguardava recostado em uma árvore, com a sua katana repousando sobre o seu ombro. Lien caminhava e sorria ao ver as crianças da tribo se divertindo, parecia que não havia um perigo tão real próximo a eles.
– Elas não têm com o que se preocupar. – era Japira, dirigindo-se à jovem chinesa. – Confiam plenamente em nós para protegê-las.
Lien observou o pequeno Yuatã correr em direção da mãe, esta o ergueu em seu colo.
– Logo eles crescerão e se tornarão os nossos líderes, guardiões, guerreiros, campeões.
– Vocês possuem um bom cuidado com os seus filhos. – observou Sien. – Espero logo ter o meu.
Japira sorriu.
– Seu filho será um grande guerreiro, seguindo a força dos pais.
Era a vez de Lien sorrir.
– Espero que sim.
Depardieu mostrava-se impaciente.
– Quanto mais esperaremos? – perguntou, logo anoiteceria. – Será difícil efetuar qualquer investida contra o inimigo durante o breu da noite.
– Tudo ao seu tempo, meu caro francês. – era Dom Eurico. – Tenho certeza que o guerreiro que enviei para exploração logo retornará com o que precisamos saber.
Os guerreiros da tribo e os soldados remanescentes do grupo militar que Eurico liderava estavam prontos. Os curandeiros ainda investigavam o que a pequena moça, Rosa de Lisboa, havia ingerido para evitar a infecção.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Terceira Parte - (Continuação)

 Investida

Com alguns quilômetros da aldeia de Avaantã, o guerreiro espanhol Victor, um dos homens de maior destaque dos tércios espanhóis, observava, por entre as folhagens da floresta densa, a patrulha de alguns monstros, outrora, marinheiros franceses. Eles pareciam buscar por sobreviventes do naufrágio de um navio, também francês, que levou a pique uma de suas embarcações. Porém, parecia não ter havido sequer um sobrevivente.
Victor apenas observava.
Esses monstros não pareciam tão fortes. Na verdade, a infecção deles parecia ter ocorrido há pouco tempo. Quanto mais antigos, mais imunes e fortes são, assim como o tempo de incubação da praga no corpo desuas vítimas se proliferava mais rapidamente.
Victor sabia que poderia vencê-los e abstrair a informação que precisava o quanto antes: “onde se encontrava a última embarcação”?
Ele sabia que o plano original era dominar essa terra, criar um povo de infectados e, assim, dominar todo o resto do mundo, incluindo os reinos da Europa.
Destruindo a embarcação, impediria que eles atravessassem o mar, destruiriam a praga por aqui e ainda impediria que a próxima embarcação que viessem em ajuda fosse atacada. A névoa que costumava cobrir o litoral desfavorecia em muito qualquer outra nave de guerra. Foi sorte a última embarcação conseguir derrubar um dos navios dos monstros. Faltava apenas um.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O Ladrão de Eurico

Estava tudo calmo naquela noite. Estranhamente calmo. A pedido de Dom Alonzo de Guzmán el Bueno, duque de Medina Sidônia e Capitão Geral da Andaluzia, os guardas da cidade vieram protegê-lo. Ao que parecia, sua visita não era bem-vinda, ele havia recebido uma das cartas ameaçadoras do Capuz, o misterioso ladrão que vinha aplicando os seus golpes na cidade de Eurico nos últimos tempos. O rei Filipe não estava nem um pouco satisfeito com o desenrolar dos acontecimentos, ninguém era capaz de capturar este malfeitor e, por consequência, esse ladrão tornava-se cada vez mais ousado, chegando a interferir em assuntos que seriam da competência exclusiva da guarda desta cidade, atuando como um protetor, frustrando assaltos, fosse no interior dos muros antigos da cidade, fosse dentro das imediações dos muros novos em fim de construção, fosse nos seus arredores, ao mesmo tempo em que continuava a fazer os seus furtos. Isto despertou inclusive o interesse da inquisição, o povo começava a acreditar em se tratar de um anjo ou espírito benevolente. Seu nome era famoso mesmo nas cidades mais afastadas da Península, afastando assaltantes e malfeitores, e provocando medo nos nobres e nos burgueses mais bem sucedidos do reino.
Mas não desta vez. Os guardas vigiavam a porta de entrada e faziam ronda em volta do castelo revezando a toda hora. Jaime Ráfare, o Comandante da Guarda, cuidava pessoalmente do aposento onde se encontravam as riquezas de Dom Alonzo, vigiando a porta sem nem ao menos piscar. Não havia como o ladrão passar por eles.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Terceira Parte - (Inicio)

Em meio à floresta brasileira, 1569, colônia Portuguesa. Depardieu observava os demais guerreiros estrangeiros que se mostravam presentes em terras exclusivamente portuguesas. Havia o inglês portando uma espada e armadura de samurai, seu nome era Ray. Também via um outro guerreiro, também inglês, seu nome era Sir Gregory, esposo de uma mulher que, para qualquer outro tipo de olhar, geraria uma certa estranhesa, de nome Lien, também uma guerreira.
Sem esquecer os guerreiros nativos, surpreendentemente fortes. Avaantã, líder de sua nação, e Japira, sua companheira e mãe de seu pequeno filho, Yuatã.
Dom Eurico permitira um estranho grupo de guerreiros conviver ao seu redor, sem contar o próprio Depardieu, um francês, líder da Guarda Pessoal do rei.
Todos estavam presentes, haviam trazido uma sobrevivente da fazenda atacada, seu nome era Rosa de Lisboa.
– Por que ela não foi transformada? – perguntou Avaantã um tanto desconfiado e pronto a repreender. – Por que a trouxeram aqui? Sabe que ela pode ser um extremo perigo à nossa resistência!
– Calma, guerreiro! – era Dom Eurico. – Também estou curioso para saber por que essa moça continua bem. – virou-se para a jovem Rosa. – Você está bem, minha querida?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Segunda Parte - (Final)

Porto de Lisboa, Portugal. Meses atrás.

– Acho que isso não vai dar certo, Eurico. – disse Sir Ray olhando para o oceano.
– Por quê? – insistia Dom Paulo Eurico.
– Como assim? Por que não acompanhá-lo numa viagem, juntamente com Sir Gregory e Lien, para um outro continente ainda mais distante da minha terra natal? Não é possível, tenho os meus próprios problemas para cuidar.
– Como o quê?
– O Japão, sempre em desavenças...
– Você nunca me pareceu levar muito jeito para ser um japonês, Ray.
– Fiz promessas para o meu sensei, tenho que cumprir.
– Venha conosco, será proveitoso para você.
– Já encarei perigos demais longe da minha terra, e...
– Seria uma honra se viesse comigo.
– Do que está falando?
– Pode parecer meio estranho, mas você faz-me lembrar que precisamos viver à altura de nosso potencial, e tudo mais. Além de guerreiro, transpira um caráter que vi fazer falta a muitos cristãos. Consegue me entender?
– Sim...
– Venha conosco nessa missão, tenho certeza que não irá se arrepender.
– Está bem, mas – continuou Ray agora olhando para os demais companheiros de Dom Eurico, além de Sir Gregory. Fitou um general espanhol e um aventureiro árabe. – olha que bando esquisito acompanha você em suas viagens.
– Não estou querendo muito de você nessa missão. Tanto o árabe quanto o espanhol virão apenas se perceberem algum problema ou se eu não retornar.
– Por que eu, assim de repente?
– Não foi de repente. Sempre está faltando algo ou alguém. Estou sendo tão franco quanto você poderia ser.
Ray coçou a cabeça.
– Tudo bem, – era o Eurico. – vamos colocar dessa forma: sou um homem rico, governante de uma cidade. O que você quer e não tem?
– Está me comprando?
– Negociando...

Hoje. Terras selvagens. Colônia portuguesa. Brasil.

Sir Ray foi arremessando contra as madeiras de sustentação da casa, seu corpo bateu em um pilar rodopiando em seguida, caindo perto de Sir Gregory. Tentou colocar-se de pé, apoiando-se em um dos joelhos, observou a jovem moça ao qual vieram salvar. Esta correu para longe.
– Não tomo uma decisão que preste desde que saí do Japão, juro por...
– E então, mulher? – era Philipe. – Entrega o seu corpo por bem ou por mal?
Lien baixou as suas armas.
– E depois, Philipe?
– Cansou-me de chamar-me de “monstro“? Não me chame de nada além daquilo que eu sou para você: o seu senhor.
– Um poder de um “deus”. Retornou dos mortos. E o que isso trouxe a você?
– Bom, eu acabo de derrotar seus dois companheiros e não estou vendo sua espada em riste, sequer uma piadinha de mal-gosto.
– Você não me entendeu.
– Porque você é uma tola.
– Um poder de um deus e a única coisa que faz é crescer o seu rebanho para entregá-lo ao seu senhor.
– Não me provoque...
– Não estou.
– Então, o quê?
– Só estou esperando que, sinceramente, isso doa muito, seu animal!
Phillipe teve apenas um segundo ao olhar para trás e perceber a espada de Sir Ray rasgando as suas costas, lugar onde ele era vulnerável. O seu gritoi veio em seguida.
Lien preparou mais um dos seus punhais e levantou a sua espada. A katana de Sir Ray o cortou novamente.
– Desgraçado! – gritou ele enquanto girava para acertá-lo.
Mais um punhal cravou em suas costas, seguido de um forte golpe de Lien. O monstro cambaleou.
– Não...
Foi quando ele fitou Sir Gregory de pé.
– Sim... – disse o inglês.
O golpe seguinte fez com que o monstro caísse desacordado.
– Bom, – disse Lien. – fizemos quase tudo certinho.
Os demais selvagens já haviam feito a sua parte.
– Queimem o corpo antes que o monstro desperte. – ordenou Sir Gregory. – E retornemos para a aldeia.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Segunda Parte - (Continuação ll)

– Há muitos para derrotar? – era Depardieu.
– O fato é que estamos em uma guerra não declarada. – respondeu Eurico. – Quem vier pelo mar, será atacado ferozmente pelo outrora navio francês, enquanto parte dos outros monstros encontram-se em terra, espalhando a praga, dominando o território e angariando forças para investir contra o resto do mundo. – respirou pesadamente. – As fazendas e povoados próximos estão cientes da “guerra”, lutando contra a praga, recebendo a nossa ajuda.
– E o que vocês têm feito?
– Seguimos os difíceis rastros daqueles monstros que aqui se encontram, eliminando os corpos e tentando eliminar os focos da praga.
– Um dos navios já foi à pique.
– Sim. Quanto mais antigos forem, mais poderosos e alterados fisicamente, a começar pelo filho bastardo da rainha, seguindo pelos dois primeiros, auxiliares do “médico”, infectados e assim por diante. Quanto mais poderosos, e alterados fisicamente, mais resistentes eles ficam aos nosssos ataque. Creio que apenas a nuca e a cabeça sejam realmente vulneráveis. Às vezes as costas também ainda não estão completamente anestesiadas e isoladas.
– Nós – concluiu Depardieu. – não temos que enviar algum tipo de aviso para os países europeus.
– Já enviei pedido de ajuda...
– Como você fez isso?
– Tenho meios para manter-me seguro, meu caro. Desta forma, deixei avisado de que, se meu retorno não se ocasionasse dentro de 60 dias, irmãos de armas de minha confiança deveriam ser avisados.
– E quando você presumi que eles venham a estar nestas terras?
– Tarde demais...
– Ajuda desnecessária! – concluiu Avantã. – Vocês trouxeram este problema, mas já se mostraram incapazes de resolvê-los, Por fim, eu e meu povo resolveremos tudo.
– Ora, vamos, Avantã! – era Eurico.
– Não sei se vocês podem me ajudar.
– Você já disse isso antes.
– Os que restaram dos seus homens e os meus já estão pronto para partir novamente.
– Vamos esperar os outros.
– Espero que essa espera seja produtiva.
– Ela será, Avaantã.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Segunda Parte - (Continuação l)

A fazenda estava destruída. Todos os escravos haviam sido mortos, o senhor do engenho e sua família também. As mulheres foram violentadas, algumas crianças, infelizmente, também tiveram o mesmo destino. Havia sangue por toda a parte. Corpos com suas peles arrancadas e penduradas de cabeça para baixo, com moscas e insetos se alimentando da carne morta, ornamentavam o campo. O cheiro de sangue era insuportável e a cena era desoladora. O ataque fatal havia acontecido há dois dias, a força de resistência montada não suportou mais a investida. O cheiro atraía a atenção de animais selvagens.
Lentamente, de meio aos escombros, uma pequena moça, filha do senhor do engenho, começou a sair de um buraco coberto por folhas. Estava deveras tonta, tentou caminhar um pouco, porém necessitou apoiar-se em um pedaço de madeira próximo. Seus olhos inchados observaram a fazenda, estava destruída. Seu corpo estava machucado, sua pouca roupa estava completamente rasgada, em farrapos, com parte de sua nudez à mostra. Pensou procurar pela família, talvez tivessem tido a mesma “sorte” e ainda estivessem vivos. De alguma forma, ela havia sido deixada para trás, sem que tomassem a sua vida. Tentou caminhar novamente, cambaleando e se apoiando, passou por entre as colunas de fumaça, seguiu em direção à casa do pai.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Segunda Parte - (Inicio)

Em meio à floresta brasileira, 1569, colônia Portuguesa. Depardieu observava a documentação que acabara de ler e se mantinha apático. O Guarda de Elite do soberano francês prezava, antes de tudo, a vida, porém encarava tal situação inconcebível. Ele teria de matar pessoas que se julgavam monstros ou permitir que eles continuassem a matar indiscriminadamente, e levando a outros a cometer o mesmo ato. E essa decisão não provinha apenas da ordem recebida em sua missão, mas do seu próprio senso. Ele não poderia deixar que uma praga se espalhasse pelo mundo, tornando todos em animais.
Eurico o observava.

– Ainda possuo homens sob meu comando nessa terra – disse. – e tentei verificar a autenticidade desse documento.
– Seria reconfortante se esse documento não existisse. – complementou Depardieu com o seu português pobre.
– Se tudo isso for real, – continuou Eurico. – é uma ameaça que pode contaminar todas as nações. Esse é o real sentido para o que se quer dizer com uma “praga”.

sábado, 12 de outubro de 2013

O Pequeno Li - Final

Fim De Uma Investida Covarde:


Mais Uma Oração.


“Eu amava Li como ao meu filho. Para mim, Liang e Li não eram primos, mas irmãos. Quando o vi morrendo em meus braços, coberto de sangue, senti o mundo rodar. Lembrei-me de minha cunhada, de minha irmã e da responsabilidade que tinha frente a Sir Gregory. Então, quando senti o seu último suspiro, orei como nunca havia orado antes. Minhas lágrimas banharam o seu rosto.

– Salva o meu filho, Deus, pelo Seu nome, e faze-nos justiça pelo teu poder. Deus, ouve a minha oração, inclina os seus ouvidos às palavras da minha boca. Porque os estranhos se levantam contra nós, contra o meu pequeno sobrinho, e tiranos procuraram por sua vida. Restaura a vida do meu filho, Pai. Perdoa as nossas dívidas. Dou a ti total liberdade de agir sobre essa criança. Louvarei o teu nome, Senhor, porque é bom, pois nos tem livrado de toda a angústia. Restaura a sua vida, Pai, eu lhe peço...

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O Pequeno Li - Continuação lV

Uma Investida Covarde:


Rumo ao Presente.


“É, eles me pegaram. Depois de tanto treinar contra qualquer investida, eles haviam conseguido me capturar. Estava dentro de um casarão, estava chovendo muito. Ele era grande e só tinha uma janela lá no alto. Sinceramente, eu não queria olhar a cara do tio Sien quando ele viesse em meu socorro (se é que ele conseguiria me encontrar). Ou talvez eu quisesse, pois já estava ficando sem paciência. Já tinham me dado todo tipo de soco e chute que pudesse imaginar. Estavam cogitando levantar minhas unhas e me arrancar um olho. Como um adolescente de 13 anos, tinha certeza que isso teria uma certa seqüela física e psicológica em meu desenvolvimento.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O Pequeno Li - Continuação lll

 Deus É Bom:

O Caminho Foi Traçado.


“Procurei o meu filho por toda a parte, meu cunhado, minha irmã e meu sobrinho ajudaram na buscar. Porém, foi tudo em vão. Quando vi os queridos amigos de minha família se aproximarem e receberem a estarrecedora notícia de que Li havia desaparecido, não suportei a dor. O pranto tomou minha face e,mais nada a fazer. Foi então que recorri a Ele:
– Oh, Senhor dos Exércitos, Deus da minha vida, que está assentado no mais alto e sublime trono; O Senhor é Deus, o Senhor somente, de todos os reinos da terra. Pai, inclina os ouvidos e ouve. Abre, Senhor, os olhos, e olha; e veja o que tem ocorrido contra a casa dos teus servos, a qual enxergam com maus olhos os teus filhos, e afrontam o Senhor, o Deus vivo. Verdade é, Senhor, que nada sei o que fizeram ao meu filho, e que seu destino continua em total segredo. Agora, pois, Senhor, nosso Deus, livra o meu filho das mãos do inimigo, para que todos saibam que só tu és o Senhor.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

o Pequeno Li - Continuação ll

A Corrida Contra o Tempo:

Nada Está Perdido.



“Viajamos por horas, tangenciando os limites da floresta, cortando-a, por vezes, em suas estreitas estradas. Cheguei à pequena fazenda do mestre Sien, acompanhado de uo. Já era de tarde. Vi a suntuosa casa despontando no horizonte.
– Lá se encontra a morada de nosso amigo, Lao. – disse Jing-Quo, tão  eu. As aventuras que havíamos travados juntos, lado a lado, eram reavivadas quando observávamos aquela casa. Cada golpe, cada investida, cada fulgor de vitória corria à nossa mente com força.
Mas, apesar de toda a empolgação, nos aproximávamos em silêncio e, à medida que nos aproximávamos, percebíamos algo de diferente no ar. Aquela casa não demonstrava a habitual alegria. Lien, mãe do pequeno Li, me olhou de longe. Foi então que tive o primeiro indício do que estava acontecendo: seu olhar estava profundamente triste. Temi pela criança. Sien veio em minha direção.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O Pequeno Li - Continuação l

Relembrando:

Um Dia Antes.


“Meu nome é Li, sou um jovem guardião. E tenho apenas treze anos. Fui enminha infância a seguir nos caminhos do Senhor. Sou filho de Sir Gregory Wright, um estrangeiro, e Lien, nativa desta terra. Na verdade, o meu pai é o guardião titular de um objeto que, combinado com mais seis, pode definir o rumo história da humanidade. Ele o deixou sob a guarda da Diocese de Macau para que, estando eu pronto, o buscasse, mas sei que não está na hora. Afinal, entendo que o destino do mundo nas mãos de uma criança de treze anos não deve soar muito bem. Mas parece que estou pré-destinado a fazer isso um bocado de vezes. Sério! Não duvide! Mas não se preocupe. Até lá, serei mais velho e responsável. Para dar seguimento no legado de meu pai, estou disposto a enfrentar inimigos de todas as formas e tamanhos, conhecer os outros Guardiões e outras terras.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O Pequeno Li - Inicio

Uma Investida Covarde

Presente.


''Era o ano de nosso Senhor de 1584, China. A terra tremia. Eu estava no interior de um depósito. Um aroma salgado de suor e sangue pairava naquele lugar, já estava ali há muito tempo. O pequeno Li contava apenas 13 anos. O garoto e eu lutávamos. Os guerreiros se aproximavam cada vezpo para encontrá-lo. As nossas vidas haviam se tornado um alvo. Os malditos nos atacaracom tudo, de qualquer maneira. Feriram-nos sem piedade. Eu continuei de pé enquanto os nossos inimigos caíam por terra sem saber o porquê: Deus nos protegia. Dava-nos forças para lutar, apesar de não restar mais nada.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Primeira Parte - (Final)

Depardieu pôs-se a ler.

Primeiro Documento:


"Anotações do médico,
05 de setembro de 1568.

O corpo chegou esta manhã, tudo indica ser o filho bastardo da rainha-mãe. Havia o histórico que ele possuía costumes vampirescos, só podia entender tratar-se de um bruxo. A pessoa responsável por trazer o corpo do espécime observou que, apesar da perfuração profunda em seu abdômen, possivelmente provocada por golpe de espada, e ferimentos que consistem em lacerações graves por todo o corpo e queima de mais da metade de sua carne, ainda permanecia vivo. Porém parecia hibernar, sem precisar comer ou beber, algo completamente alheio a um ser-humano, nunca vi nada igual.
Disseram-me que ele tentou atacar o rei enquanto jazia em seu descanso, diretamente em seu aposento. Foi caçado sem trégua por sua guarda pessoal e morto por um dos seus homens de maior destaque.

‘Fui eu quem o matou’...

Tratamos de suas feridas, conforme ordens da rainha-mãe. Tenho esperança que, em uma semana, essa criatura já esteja em condições normais. Ao que parece, o homem que me entregou o corpo, o viu em ação e descreveu que tal ser é possuidor de uma doença rara: a ‘Zoantropia’. Ele acredita ser um animal, como todos os detentores de tal doença já registrados, porém este possui um diferencial, ele mantém a consciência humana. Vale ressaltar que sua força mostra-se notavelmente superior ao do ser-humano assim como a resistência, como é o caso do espécime aqui presente.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Primeira Parte - (Continuação ll)

O dia passava lentamente enquanto os quatro guerreiros cortavam a floresta. Depardieu observava os seus novos “companheiros”. A começar por Avaantã e sua esposa, Japira. Eles eram formidavelmente preparados fisicamente: possuíam grande força muscular, a par de resistência à fadiga, que lhes permitiam deslocarem-se velozmente a grandes distâncias em plena selva. Depardieu era um homem extremamente treinado e preparado para qualquer tipo de obstáculo, mas duvida que seria capaz de acompanhar esses guerreiros se não fosse seu treinamento. Sequer seria capaz de fazer frente à força e habilidade demonstrada por aquele casal. Foram capazes de distinguir pelo cheiro a sua “raça” de homem branco. E agora seguiam pela floresta rastros e indícios que sequer conseguia notar. Seriam todos os selvagens no mesmo nível de combate? Então, por que não haviam derrotado os rebeldes franceses de uma vez por todas?
– O povo rebelde francês possui armas poderosas, difícil de derrotá-los, ainda mais de rastreá-los. – disse Eurico enquanto cortavam a floresta, parecendo saber o que Depardieu pensava. – Bons homens meus deram a vida contra eles, morrendo em alto mar ou aqui em terra, porém restou apenas a mim para continuar o combate, foi quando Avaantã, o Chefe dos Chefes de sua Nação, ofereceu apoio contra o inimigo, pois estes também destruíam seu povo.
Depardieu também observava o senhor Eurico. Ele não possuía ares de um simples governador. Ele era um aventureiro! O que mais estaria fazendo tão longe de sua cidade para governar. Alias, sua condição física também era bastante exemplar e adaptada, capaz de acompanhar o casal de selvagens com certa facilidade.
– Minha preocupação era com os navios de guerra que derrubaram o meu. – continuou ele. – Mas, por sorte, você apareceu e derrubou uma das embarcações, facilitando o embate. Eu apenas não entendo o que você veio fazer aqui?
“O mesmo pergunto sobre você”.
– A rainha-mãe de meu país acha interessante dominá-los ou destrui-los, pois acredita que, por terem sido expulsos de sua terra natal, possam haver represálias em um futuro próximo.
– Entendo... É melhor que acabemos com toda essa bagunça.
De súbito, os quatro guerreiros irromperam em uma grande ocara, era a tribo de Avaantã. Depardieu observava a tudo. “Onde Estamos?”.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Primeira Parte - (Continuação l)


Depardieu acordou na praia, a armadilha havia funcionado perfeitamente. Ele olhou ao redor, procurando mais sobreviventes. Nada encontrou. Olhou para si, estava inteiro. “Deveria ter entendido antes que eram duas embarcações”, pensou, “O poder de fogo deles foi eficiente, porém derrubei um deles, à custa da minha embarcação,”. Começou a caminhar pela praia, sua pólvora não prestava mais, nenhuma arma de fogo, apanhou a sua espada. “Podia ser pior”, pensou, “e poderia ter sido melhor”. Olhou para o mar, percebeu destroços do seu navio à deriva. Fitou o horizonte, procurando pelo navio covarde restante, nada viu. “Permanecendo aqui”, pensou, “serei alvo fácil”. Adentrou a floresta.
A mata era densa, difícil de caminhar, mas ele a cortava mesmo assim.
“Como estará a tripulação? Espero que tenham sobrevivido. Não havíamos marcado um ponto de encontro, mas, se mais alguém sobreviveu e ainda não foi capturado, deve estar na praia ou à espreita como eu”.
De súbito, Depardieu ouviu um barulho na floresta. Levou a mão ao punho de sua arma. Manteve-se escondido. Percebeu um pequeno grupo de soldados franceses rebeldes, aqueles a quem ele deveria dominar. “Estão procurando por sobrevivente, mas eu começo a ter as minhas dúvidas”. Ele escutou um barulho à sua retaguarda, tentou virar-se, porém foi inútil. Um tipo de punhal afiado, feito de pedra, tocou o seu pescoço.
– Você fede como os demônios brancos franceses! – disse uma voz em português, porém com um estranho sotaque.
– Calma. – respondeu Depardieu na mesma língua com dificuldade, agora vendo a tropa rebelde francesa à uma distância segura.
À sua frente, surgiu uma mulher linda, porém completamente diferente de tudo o que ele já havia visto, era uma nativa da terra. Ela mal cobria o seu corpo. Seus braços e pernas denotavam a sua força, assim como o abdômen. Seu olhar, coberto por uma estranha pintura, o fitou.
– Você exige demais de nós. – respondeu ela, também falando em português. – Seu povo tem agredido e maltratado a todos que tem encontrado.

O espelho!


Que bom que você veio!


Alguma vez já ouviu falar que espelhos mostram outras dimensões? Alguma vez achou na internet, revista ou livro sobre a invenção do espelho? Para que o seu criador (ou descobridor) o produziu? Para ver seu reflexo? Tem certeza? 
É assim que eu começo a história de hoje, Fabiano morava em uma pequena cidade, com seus amigos Victor e Natália.  A cidade onde eles moravam era perto de um bosque abandonado.
Os três tinham o costume de explorar lugares não habitados, basicamente esse era o passa-tempo deles, esse bosque não era novidade a eles... Victor e Natália tinham vindo contar ao Fabiano que tinham descoberto algo novo, um livro de bruxaria, que foi encontrado na casa abandonada no final do bosque... 
A lenda dizia que uma bruxa morava lá, e que fora queimada pelos habitantes da cidade, desde então a casa nunca mais foi mexida... Mas eles não acreditavam naquilo, era bobagem! 
Passaram muitas noites lendo o livro, até que encontraram algo muito interessante, algo sobre poder viajar  por várias dimensões e até vê-las pelos espelhos, decidiram então que deviam tentar. Mas não podia ser feita em qualquer lugar, precisavam de um bom lugar, que mais tarde foi decidida ser na casa da bruxa.
Chegaram lá de madrugada, fecharam as janelas que ainda tinham cortinas rasgadas e empoeiradas, compraram velas brancas, e as posicionaram da maneira que acharam melhor, pegaram o grande espelho que havia na casa e o arrastaram para o centro da sala e começaram o "culto".
Alguns minutos depois começaram a ver algo diferente no espelho, não era mais o reflexo deles, era um lugar lindo, encantador. Eles foram chegando perto, maravilhados com a beleza daquele lugar, até que uma sereia apareceu, ela era muito bela. Com a mão fazia sinal para que eles se aproximassem, eles foram se aproximando... Aproximando... Aproximando... 
Algo estranho aconteceu, onde estava aquela bela paisagem? Eles só viam pessoas sofrendo, a sereia se tornou bruxa, e puxou Fabiano pelo braço gritando palavras estranhas, Victor e Natália apenas tiveram tempo de puxa-lo para longe do espelho.
Tempo depois, decidirão guardar isso em segredo! Quebraram o espelho e foram embora. 
Depois daquele dia, Fabiano teve problemas em dormir, tinha muitos pesadelos, não comia mais, muito menos falava...
Até que então decidiu colocar isso em seu blog pessoal. Ele estava digitando seu texto, quando ouviu a porta de entrada da sua casa abrindo. Pensou que fosse seu pai ou sua mãe entrando, perguntou quem era e ninguém respondeu, foi até a porta, fechou-a, e depois caminhou para o seu quarto.
No meio do caminho, passou em frente ao espelho, percebeu que não havia reflexo. Voltou até ele desesperado! Ufa! foi apenas sua mente pregando-lhe uma peça... Voltou a digitar. Algum tempo depois, a energia começou a piscar.
Impaciente, Fabiano se levanta da cadeira. Arruma a energia e depois volta e se assusta com o que vê. Em meio ao seu texto estava escrito: "Vou te pegar!".
Cansado de sofrer, Fabiano vai até a casa da bruxa com a intenção de acabar com tudo.
Jogando gasolina pela casa toda, ascende um fosforo e o fogo começa a lamber toda a casa.
Virou-se para ir embora quando escutou um grito vindo dos cacos do espelho que eles haviam destruído dias antes, era a bruxa, que o agarrou e o puxou para dentro do que sobrara do espelho.
E então, depois desse dia, Fabiano nunca mais fora visto.

Bons pesadelos!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Primeira Parte (Inicio)

Alto Mar, 1569, Oceano Atlântico. Estava amanhecendo devagar. O sol mostrava-se ainda muito tímido e fraco. A névoa cobria o horizonte com perfeição. Um navio francês, fortemente artilhado, atravessava o mar em direção às terras selvagens da América, especificamente, as terras denominadas, pelos portugueses, com o nome de Brasil.
O comandante da nave, capitão Jacques Luque D’Arc, comerciante famoso em seu país, começava a fazer préstimos militares à rainha-mãe, desde que fosse devidamente recompensado e patrocinado. Era um homem experimentado em navegação, porém pouco conhecedor no que tangia a batalhas marítimas, o que explicava a presença de um distinto cavalheiro, proveniente da Guarda de Elite do seu soberano francês. Seu nome era simples: Depardieu, um dos soldados de maior destaque de seu grupo. Mas Depardieu mostrava-se inconformado com a missão, observando os demais colegas, se debatia em pensamentos.
“Toda essa missão parece um tremendo desperdício. Tantos treinos e batalhas para ser retirado da tropa e encontrar a Rainha-mãe acompanhada de seus estúpidos conselheiros estratégicos de guerra. Deram-me a obrigação de liderar essa missão, assim como as informações de um povo rebelde francês, exilados em terras selvagens, que estava disposto a dominar um grande pedaço de território em uma das maiores colônias portuguesas e transformá-la em um Estado à parte das demais”.
– Que desperdício...
– Disse alguma coisa? – era o comandante da nave ao seu lado, observando o horizonte estranhamente enevoado, névoas não eram comuns naquelas águas.
– Não. – respondeu Depardieu. – Nada...

sábado, 28 de setembro de 2013

O Cavaleiro e a Guerreira - (Final)



 Akemi observava enquanto Ray avaliava o corpo caído do antigo “pai”.
– Ele está vivo? – perguntou Akemi.
– Sim, está. Apesar de todos os ferimentos, ele ainda está vivo.
Akemi levantou a sua ninja-to para findar com a sua vida, Sir Ray segurou o seu braço.
– Não! – disse de forma incisiva. – Não cabe a nós matá-lo.
– Ele virá em nosso encalço.
– Que seja, deixe assim. – concluiu o cavaleiro. – Desestabilizamos consideravelmente a sua família, levará anos para que ele a recomponha.
Uma risada tomou o lugar, era o nobre, agora encarcerado pela guarda, devido às denúncias sofridas, preso em um canto.
– É isso que o torna fraco, cavaleiro. – disse. – Você permite que seus inimigos retornem. Por que não me retira a vida de uma vez por todas?
Sir Ray aproximou-se do nobre desonrado, deixando Akemi para trás.
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