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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Segunda Parte - (Inicio)

Em meio à floresta brasileira, 1569, colônia Portuguesa. Depardieu observava a documentação que acabara de ler e se mantinha apático. O Guarda de Elite do soberano francês prezava, antes de tudo, a vida, porém encarava tal situação inconcebível. Ele teria de matar pessoas que se julgavam monstros ou permitir que eles continuassem a matar indiscriminadamente, e levando a outros a cometer o mesmo ato. E essa decisão não provinha apenas da ordem recebida em sua missão, mas do seu próprio senso. Ele não poderia deixar que uma praga se espalhasse pelo mundo, tornando todos em animais.
Eurico o observava.

– Ainda possuo homens sob meu comando nessa terra – disse. – e tentei verificar a autenticidade desse documento.
– Seria reconfortante se esse documento não existisse. – complementou Depardieu com o seu português pobre.
– Se tudo isso for real, – continuou Eurico. – é uma ameaça que pode contaminar todas as nações. Esse é o real sentido para o que se quer dizer com uma “praga”.


– É um pesadelo...
– Mas bate com tudo que já enfrentamos até aqui.
– O que me impede que eu rasgue em pedacinhos esses documentos.
– Então, – era Avaantã, aproximando-se. – você acredita...
Depardieu baixou a face.
– Não quero acreditar, mas...
– Se isso for verdade, – continuou Avaantã. – sabe o que significa?
Depardieu permaneceu calado.
– A sua rainha condenou o meu povo e o resto desse mundo...
Eurico observou ao redor, fitou os seus poucos homens e a tribo de Avaantã.
– Ainda temos chance de vencer. – concluiu.
O líder selvagem o olhou mais sério.
– Vim apenas avisar que os seus companheiros de armas também partiram em patrulha, porém não retornaram.
– “Comapanheiros de armas”? – era Depardieu.
Eurico sorriu.
– Tenho alguns conhecidos meus aventureiros que vieram juntamente comigo nessa expedição.
– De quem você está falando? – insistiu.
– São três guerreiros de extrema habilidade, tão preparados quanto você ou Avaantã. Os conheci em outras missões e os convidei para que participassem dessa. Eles são Sir Gregory Wright e sua esposa, e Sir Ray Brian Stephen. 
– Ingleses?
– Nem tudo é perfeito...
– Aqui?
– Pois é...
- E você não vê problema?
– Já disse que a mulher é uma chinesa?
– O quê?
– Eles são de confiança e espero que retornem logo...

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