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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Parte Final - (Continuação ll)

Dia e Noite de Dor

Um dia se passou. A aldeia colecionava feridos. Todos esperavam pelos curandeiros, acaso eles descobrissem a cura. A moça sobrevivente da fazenda massacrada, Rosa de Lisboa, estava bem. Todos aguardavam, ainda havia esperança para aqueles que ainda estavam vivos.
Depardieu, Eurico, Victor e Avaantã estavam extremamente feridos e doentes, possivelmente a infecção iria completar o seu ciclo em no máximo de dois dias. A febre tomou os seus corpos. Logo morreriam e nasceriam como monstros. Os corpos daqueles que já estavam mortos foram queimados.
Os selvagens que haviam partido no encalço dos monstros restantes retornaram um dia depois, também muito feridos, se os seus corpos não recebessem o antídoto logo, morreriam e se tornariam aquilo que eles lutaram para destruir.
Foi então que um velho pajé saiu com um líquido quente nas mãos. Eles haviam procurado todas as ervas daquela fazenda que tivessem tido algum contato com a jovem Rosa, fosse por ingestão, contato da ferida com a planta ou a simples proximidade, por inalação. E estudou a todas.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Parte Final (Continuação l)

O Ponto Final

Às margens da orla marítima.

O filho bastardo da Rainha Catarina de Médici, o primeiro doente e ignorante de sua identidade, morto, pela primeira vez, pelos guardas de elite do rei, quando este fora ameaçado pelo monstro, ainda no início de sua infecção, enviado como arma para o novo mundo, agora se deliciava com o seu “povo”. Quase uma centena de monstros, mais da metade do total, os mais jovens e fracos, havia partido para despedaçar o invasor que se apresentara outrora e trazer à tona a selvageria proveniente de suas atuais condições.
– Meus filhos! – dizia ele em alta voz.
O local era uma baía. Tochas espalhadas por toda a orla iluminavam o lugar. Uma grande embarcação estava ancorada, pronta para partir e agir contra qualquer afronta, ela ainda possuía, hasteada em seu mastro, a bandeira de seu país de origem.
– Os seres inferiores desta terra recusam a minha bênção! Acreditam que tal divindade é uma maldição, têm medo da mudança que ofereço. Tornamo-nos deuses! Mas desejam continuar medíocres entre os demais!
Ao seu lado, os dois mais poderosos monstros, os mais velhos após o bastardo, completavam a tríade.
– Pois bem, – continuava ele. – meus dois filhos mais velhos ficarão para liderar o povo que se levanta, esperarem aqueles que seguiram em caçada retornarem, enquanto eu partirei com mais alguns para o velho mundo para extinguir com aqueles que não aceitarem as minhas bênçãos.
Seu olhar era de um ser completamente sem humanidade.

Sobre os cumes dos montes em meio à escuridão.

Esgueirando-se para que não fossem vistos, os demais guerreiros preparavam a sua investida. Observaram que sequer havia alguém no posto de vigia, todos haviam partido atrás de Victor. Eles continuavam a prosseguir. Depardieu observava a todos os guerreiros que o acompanhavam, foi então que fitou o mar e percebeu, ao longe, dentre a névoa noturna que se levantava, o que só poderia ser luzeiros de uma embarcação. Os guerreiros se olharam, percebendo a vantagem que possuíam. Prepararam os seus mosquetes.
– Se tivéssemos combinado, – era Lien. – não teria dado tão certo.
– Essa sorte, – observou Depardieu. – não teremos novamente...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Parte Final - (Inicio)

O Revide

Em meio à floresta brasileira, próximo ao litoral, 1569, colônia Portuguesa. Era noite. O estranho grupo montado por Dom Eurico rumava para o local apontado pelo soldado Victor, este permanecera para trás para receber os devidos cuidados, precisaria repousar e evitar com que o veneno inoculado nos os ferimentos se alastrasse mais rapidamente. Todos os demais guerreiros, aventureiros acolhidos pelo governador português, mostravam-se prontos para investir contra os monstros que assolavam aquelas terras. Depardieu, Sir Gregory, Sir Ray e a guerreira Lien o acompanhavam. Os guerreiros de diversas outras tribos, sob o comando de Avaantã, haviam atendido o seu chamado. Mais de uma centena de guerreiros selvagens estavam prontos a dar a vida contra aqueles que queriam destruir a sua nação. Todos seguiam a ordem de Avaantã, e este os guiava para o alvo. Muitos encontravam-se ansiosos.
Eurico olhou para o selvagem, este parou. Faltava pouco para alcançar o covil do inimigo. Agora era a hora da preparação.
– Certo. – principiou Eurico enquanto Avaantã traduzia as suas palavras para os demais. – Escutem.
Todos o respeitavam, Avaantã o respeitava.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O Soldado da Guarda

França, meses após a “Noite de São Bartolomeu", ocorrido em 24 de agosto do ano de nosso Senhor de 1572. Mais de três mil homens e mulheres foram brutalmente assassinados em uma única noite. O rei Carlos IX, então com 22 anos, influenciado pela rainha-mãe, Catarina de Médici (e quem efetivamente detinha o poder nas mãos), provocou uma selvageria sem limites. Algo entre setenta e cem mil mortes nos meses que se seguiram. A apreensão e o medo dominavam a vida de muitos. Famílias inteiras queriam fugir da violência, mas poucos podiam ajudar. Porém, ainda havia alguns aventureiros:
O senhor Depardieu conduzia um pequeno grupo de homens feridos, mulheres e crianças para um lugar seguro, seguindo em direção à Alemanha, afastando-se da Espanha e tentando transpor os limites do seu país em busca de um lugar seguro. A viagem já durava algo entorno de vinte dias, o sol já estava para se pôr.
– Obrigado por nos trazer em paz até aqui. – disse uma mulher se aproximando. – Sem o senhor por perto, não conseguiríamos chegar até aqui sem problemas.

Missão De Guerra - Terceira Parte - (Final)

 A Perseguição Os Alcança


O estranho grupo montado por Dom Paulo Barros Eurico esperava o retorno de Victor. Para todos os efeitos, não havia restado muitos monstros espalhados pelas redondezas, precisava-se encontrar o foco, o maldito filho bastardo da rainha-mãe.
Sir Ray aguardava recostado em uma árvore, com a sua katana repousando sobre o seu ombro. Lien caminhava e sorria ao ver as crianças da tribo se divertindo, parecia que não havia um perigo tão real próximo a eles.
– Elas não têm com o que se preocupar. – era Japira, dirigindo-se à jovem chinesa. – Confiam plenamente em nós para protegê-las.
Lien observou o pequeno Yuatã correr em direção da mãe, esta o ergueu em seu colo.
– Logo eles crescerão e se tornarão os nossos líderes, guardiões, guerreiros, campeões.
– Vocês possuem um bom cuidado com os seus filhos. – observou Sien. – Espero logo ter o meu.
Japira sorriu.
– Seu filho será um grande guerreiro, seguindo a força dos pais.
Era a vez de Lien sorrir.
– Espero que sim.
Depardieu mostrava-se impaciente.
– Quanto mais esperaremos? – perguntou, logo anoiteceria. – Será difícil efetuar qualquer investida contra o inimigo durante o breu da noite.
– Tudo ao seu tempo, meu caro francês. – era Dom Eurico. – Tenho certeza que o guerreiro que enviei para exploração logo retornará com o que precisamos saber.
Os guerreiros da tribo e os soldados remanescentes do grupo militar que Eurico liderava estavam prontos. Os curandeiros ainda investigavam o que a pequena moça, Rosa de Lisboa, havia ingerido para evitar a infecção.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Terceira Parte - (Continuação)

 Investida

Com alguns quilômetros da aldeia de Avaantã, o guerreiro espanhol Victor, um dos homens de maior destaque dos tércios espanhóis, observava, por entre as folhagens da floresta densa, a patrulha de alguns monstros, outrora, marinheiros franceses. Eles pareciam buscar por sobreviventes do naufrágio de um navio, também francês, que levou a pique uma de suas embarcações. Porém, parecia não ter havido sequer um sobrevivente.
Victor apenas observava.
Esses monstros não pareciam tão fortes. Na verdade, a infecção deles parecia ter ocorrido há pouco tempo. Quanto mais antigos, mais imunes e fortes são, assim como o tempo de incubação da praga no corpo desuas vítimas se proliferava mais rapidamente.
Victor sabia que poderia vencê-los e abstrair a informação que precisava o quanto antes: “onde se encontrava a última embarcação”?
Ele sabia que o plano original era dominar essa terra, criar um povo de infectados e, assim, dominar todo o resto do mundo, incluindo os reinos da Europa.
Destruindo a embarcação, impediria que eles atravessassem o mar, destruiriam a praga por aqui e ainda impediria que a próxima embarcação que viessem em ajuda fosse atacada. A névoa que costumava cobrir o litoral desfavorecia em muito qualquer outra nave de guerra. Foi sorte a última embarcação conseguir derrubar um dos navios dos monstros. Faltava apenas um.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O Ladrão de Eurico

Estava tudo calmo naquela noite. Estranhamente calmo. A pedido de Dom Alonzo de Guzmán el Bueno, duque de Medina Sidônia e Capitão Geral da Andaluzia, os guardas da cidade vieram protegê-lo. Ao que parecia, sua visita não era bem-vinda, ele havia recebido uma das cartas ameaçadoras do Capuz, o misterioso ladrão que vinha aplicando os seus golpes na cidade de Eurico nos últimos tempos. O rei Filipe não estava nem um pouco satisfeito com o desenrolar dos acontecimentos, ninguém era capaz de capturar este malfeitor e, por consequência, esse ladrão tornava-se cada vez mais ousado, chegando a interferir em assuntos que seriam da competência exclusiva da guarda desta cidade, atuando como um protetor, frustrando assaltos, fosse no interior dos muros antigos da cidade, fosse dentro das imediações dos muros novos em fim de construção, fosse nos seus arredores, ao mesmo tempo em que continuava a fazer os seus furtos. Isto despertou inclusive o interesse da inquisição, o povo começava a acreditar em se tratar de um anjo ou espírito benevolente. Seu nome era famoso mesmo nas cidades mais afastadas da Península, afastando assaltantes e malfeitores, e provocando medo nos nobres e nos burgueses mais bem sucedidos do reino.
Mas não desta vez. Os guardas vigiavam a porta de entrada e faziam ronda em volta do castelo revezando a toda hora. Jaime Ráfare, o Comandante da Guarda, cuidava pessoalmente do aposento onde se encontravam as riquezas de Dom Alonzo, vigiando a porta sem nem ao menos piscar. Não havia como o ladrão passar por eles.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Terceira Parte - (Inicio)

Em meio à floresta brasileira, 1569, colônia Portuguesa. Depardieu observava os demais guerreiros estrangeiros que se mostravam presentes em terras exclusivamente portuguesas. Havia o inglês portando uma espada e armadura de samurai, seu nome era Ray. Também via um outro guerreiro, também inglês, seu nome era Sir Gregory, esposo de uma mulher que, para qualquer outro tipo de olhar, geraria uma certa estranhesa, de nome Lien, também uma guerreira.
Sem esquecer os guerreiros nativos, surpreendentemente fortes. Avaantã, líder de sua nação, e Japira, sua companheira e mãe de seu pequeno filho, Yuatã.
Dom Eurico permitira um estranho grupo de guerreiros conviver ao seu redor, sem contar o próprio Depardieu, um francês, líder da Guarda Pessoal do rei.
Todos estavam presentes, haviam trazido uma sobrevivente da fazenda atacada, seu nome era Rosa de Lisboa.
– Por que ela não foi transformada? – perguntou Avaantã um tanto desconfiado e pronto a repreender. – Por que a trouxeram aqui? Sabe que ela pode ser um extremo perigo à nossa resistência!
– Calma, guerreiro! – era Dom Eurico. – Também estou curioso para saber por que essa moça continua bem. – virou-se para a jovem Rosa. – Você está bem, minha querida?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Segunda Parte - (Final)

Porto de Lisboa, Portugal. Meses atrás.

– Acho que isso não vai dar certo, Eurico. – disse Sir Ray olhando para o oceano.
– Por quê? – insistia Dom Paulo Eurico.
– Como assim? Por que não acompanhá-lo numa viagem, juntamente com Sir Gregory e Lien, para um outro continente ainda mais distante da minha terra natal? Não é possível, tenho os meus próprios problemas para cuidar.
– Como o quê?
– O Japão, sempre em desavenças...
– Você nunca me pareceu levar muito jeito para ser um japonês, Ray.
– Fiz promessas para o meu sensei, tenho que cumprir.
– Venha conosco, será proveitoso para você.
– Já encarei perigos demais longe da minha terra, e...
– Seria uma honra se viesse comigo.
– Do que está falando?
– Pode parecer meio estranho, mas você faz-me lembrar que precisamos viver à altura de nosso potencial, e tudo mais. Além de guerreiro, transpira um caráter que vi fazer falta a muitos cristãos. Consegue me entender?
– Sim...
– Venha conosco nessa missão, tenho certeza que não irá se arrepender.
– Está bem, mas – continuou Ray agora olhando para os demais companheiros de Dom Eurico, além de Sir Gregory. Fitou um general espanhol e um aventureiro árabe. – olha que bando esquisito acompanha você em suas viagens.
– Não estou querendo muito de você nessa missão. Tanto o árabe quanto o espanhol virão apenas se perceberem algum problema ou se eu não retornar.
– Por que eu, assim de repente?
– Não foi de repente. Sempre está faltando algo ou alguém. Estou sendo tão franco quanto você poderia ser.
Ray coçou a cabeça.
– Tudo bem, – era o Eurico. – vamos colocar dessa forma: sou um homem rico, governante de uma cidade. O que você quer e não tem?
– Está me comprando?
– Negociando...

Hoje. Terras selvagens. Colônia portuguesa. Brasil.

Sir Ray foi arremessando contra as madeiras de sustentação da casa, seu corpo bateu em um pilar rodopiando em seguida, caindo perto de Sir Gregory. Tentou colocar-se de pé, apoiando-se em um dos joelhos, observou a jovem moça ao qual vieram salvar. Esta correu para longe.
– Não tomo uma decisão que preste desde que saí do Japão, juro por...
– E então, mulher? – era Philipe. – Entrega o seu corpo por bem ou por mal?
Lien baixou as suas armas.
– E depois, Philipe?
– Cansou-me de chamar-me de “monstro“? Não me chame de nada além daquilo que eu sou para você: o seu senhor.
– Um poder de um “deus”. Retornou dos mortos. E o que isso trouxe a você?
– Bom, eu acabo de derrotar seus dois companheiros e não estou vendo sua espada em riste, sequer uma piadinha de mal-gosto.
– Você não me entendeu.
– Porque você é uma tola.
– Um poder de um deus e a única coisa que faz é crescer o seu rebanho para entregá-lo ao seu senhor.
– Não me provoque...
– Não estou.
– Então, o quê?
– Só estou esperando que, sinceramente, isso doa muito, seu animal!
Phillipe teve apenas um segundo ao olhar para trás e perceber a espada de Sir Ray rasgando as suas costas, lugar onde ele era vulnerável. O seu gritoi veio em seguida.
Lien preparou mais um dos seus punhais e levantou a sua espada. A katana de Sir Ray o cortou novamente.
– Desgraçado! – gritou ele enquanto girava para acertá-lo.
Mais um punhal cravou em suas costas, seguido de um forte golpe de Lien. O monstro cambaleou.
– Não...
Foi quando ele fitou Sir Gregory de pé.
– Sim... – disse o inglês.
O golpe seguinte fez com que o monstro caísse desacordado.
– Bom, – disse Lien. – fizemos quase tudo certinho.
Os demais selvagens já haviam feito a sua parte.
– Queimem o corpo antes que o monstro desperte. – ordenou Sir Gregory. – E retornemos para a aldeia.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Segunda Parte - (Continuação ll)

– Há muitos para derrotar? – era Depardieu.
– O fato é que estamos em uma guerra não declarada. – respondeu Eurico. – Quem vier pelo mar, será atacado ferozmente pelo outrora navio francês, enquanto parte dos outros monstros encontram-se em terra, espalhando a praga, dominando o território e angariando forças para investir contra o resto do mundo. – respirou pesadamente. – As fazendas e povoados próximos estão cientes da “guerra”, lutando contra a praga, recebendo a nossa ajuda.
– E o que vocês têm feito?
– Seguimos os difíceis rastros daqueles monstros que aqui se encontram, eliminando os corpos e tentando eliminar os focos da praga.
– Um dos navios já foi à pique.
– Sim. Quanto mais antigos forem, mais poderosos e alterados fisicamente, a começar pelo filho bastardo da rainha, seguindo pelos dois primeiros, auxiliares do “médico”, infectados e assim por diante. Quanto mais poderosos, e alterados fisicamente, mais resistentes eles ficam aos nosssos ataque. Creio que apenas a nuca e a cabeça sejam realmente vulneráveis. Às vezes as costas também ainda não estão completamente anestesiadas e isoladas.
– Nós – concluiu Depardieu. – não temos que enviar algum tipo de aviso para os países europeus.
– Já enviei pedido de ajuda...
– Como você fez isso?
– Tenho meios para manter-me seguro, meu caro. Desta forma, deixei avisado de que, se meu retorno não se ocasionasse dentro de 60 dias, irmãos de armas de minha confiança deveriam ser avisados.
– E quando você presumi que eles venham a estar nestas terras?
– Tarde demais...
– Ajuda desnecessária! – concluiu Avantã. – Vocês trouxeram este problema, mas já se mostraram incapazes de resolvê-los, Por fim, eu e meu povo resolveremos tudo.
– Ora, vamos, Avantã! – era Eurico.
– Não sei se vocês podem me ajudar.
– Você já disse isso antes.
– Os que restaram dos seus homens e os meus já estão pronto para partir novamente.
– Vamos esperar os outros.
– Espero que essa espera seja produtiva.
– Ela será, Avaantã.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Segunda Parte - (Continuação l)

A fazenda estava destruída. Todos os escravos haviam sido mortos, o senhor do engenho e sua família também. As mulheres foram violentadas, algumas crianças, infelizmente, também tiveram o mesmo destino. Havia sangue por toda a parte. Corpos com suas peles arrancadas e penduradas de cabeça para baixo, com moscas e insetos se alimentando da carne morta, ornamentavam o campo. O cheiro de sangue era insuportável e a cena era desoladora. O ataque fatal havia acontecido há dois dias, a força de resistência montada não suportou mais a investida. O cheiro atraía a atenção de animais selvagens.
Lentamente, de meio aos escombros, uma pequena moça, filha do senhor do engenho, começou a sair de um buraco coberto por folhas. Estava deveras tonta, tentou caminhar um pouco, porém necessitou apoiar-se em um pedaço de madeira próximo. Seus olhos inchados observaram a fazenda, estava destruída. Seu corpo estava machucado, sua pouca roupa estava completamente rasgada, em farrapos, com parte de sua nudez à mostra. Pensou procurar pela família, talvez tivessem tido a mesma “sorte” e ainda estivessem vivos. De alguma forma, ela havia sido deixada para trás, sem que tomassem a sua vida. Tentou caminhar novamente, cambaleando e se apoiando, passou por entre as colunas de fumaça, seguiu em direção à casa do pai.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Missão De Guerra - Segunda Parte - (Inicio)

Em meio à floresta brasileira, 1569, colônia Portuguesa. Depardieu observava a documentação que acabara de ler e se mantinha apático. O Guarda de Elite do soberano francês prezava, antes de tudo, a vida, porém encarava tal situação inconcebível. Ele teria de matar pessoas que se julgavam monstros ou permitir que eles continuassem a matar indiscriminadamente, e levando a outros a cometer o mesmo ato. E essa decisão não provinha apenas da ordem recebida em sua missão, mas do seu próprio senso. Ele não poderia deixar que uma praga se espalhasse pelo mundo, tornando todos em animais.
Eurico o observava.

– Ainda possuo homens sob meu comando nessa terra – disse. – e tentei verificar a autenticidade desse documento.
– Seria reconfortante se esse documento não existisse. – complementou Depardieu com o seu português pobre.
– Se tudo isso for real, – continuou Eurico. – é uma ameaça que pode contaminar todas as nações. Esse é o real sentido para o que se quer dizer com uma “praga”.

sábado, 12 de outubro de 2013

O Pequeno Li - Final

Fim De Uma Investida Covarde:


Mais Uma Oração.


“Eu amava Li como ao meu filho. Para mim, Liang e Li não eram primos, mas irmãos. Quando o vi morrendo em meus braços, coberto de sangue, senti o mundo rodar. Lembrei-me de minha cunhada, de minha irmã e da responsabilidade que tinha frente a Sir Gregory. Então, quando senti o seu último suspiro, orei como nunca havia orado antes. Minhas lágrimas banharam o seu rosto.

– Salva o meu filho, Deus, pelo Seu nome, e faze-nos justiça pelo teu poder. Deus, ouve a minha oração, inclina os seus ouvidos às palavras da minha boca. Porque os estranhos se levantam contra nós, contra o meu pequeno sobrinho, e tiranos procuraram por sua vida. Restaura a vida do meu filho, Pai. Perdoa as nossas dívidas. Dou a ti total liberdade de agir sobre essa criança. Louvarei o teu nome, Senhor, porque é bom, pois nos tem livrado de toda a angústia. Restaura a sua vida, Pai, eu lhe peço...

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O Pequeno Li - Continuação lV

Uma Investida Covarde:


Rumo ao Presente.


“É, eles me pegaram. Depois de tanto treinar contra qualquer investida, eles haviam conseguido me capturar. Estava dentro de um casarão, estava chovendo muito. Ele era grande e só tinha uma janela lá no alto. Sinceramente, eu não queria olhar a cara do tio Sien quando ele viesse em meu socorro (se é que ele conseguiria me encontrar). Ou talvez eu quisesse, pois já estava ficando sem paciência. Já tinham me dado todo tipo de soco e chute que pudesse imaginar. Estavam cogitando levantar minhas unhas e me arrancar um olho. Como um adolescente de 13 anos, tinha certeza que isso teria uma certa seqüela física e psicológica em meu desenvolvimento.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O Pequeno Li - Continuação lll

 Deus É Bom:

O Caminho Foi Traçado.


“Procurei o meu filho por toda a parte, meu cunhado, minha irmã e meu sobrinho ajudaram na buscar. Porém, foi tudo em vão. Quando vi os queridos amigos de minha família se aproximarem e receberem a estarrecedora notícia de que Li havia desaparecido, não suportei a dor. O pranto tomou minha face e,mais nada a fazer. Foi então que recorri a Ele:
– Oh, Senhor dos Exércitos, Deus da minha vida, que está assentado no mais alto e sublime trono; O Senhor é Deus, o Senhor somente, de todos os reinos da terra. Pai, inclina os ouvidos e ouve. Abre, Senhor, os olhos, e olha; e veja o que tem ocorrido contra a casa dos teus servos, a qual enxergam com maus olhos os teus filhos, e afrontam o Senhor, o Deus vivo. Verdade é, Senhor, que nada sei o que fizeram ao meu filho, e que seu destino continua em total segredo. Agora, pois, Senhor, nosso Deus, livra o meu filho das mãos do inimigo, para que todos saibam que só tu és o Senhor.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

o Pequeno Li - Continuação ll

A Corrida Contra o Tempo:

Nada Está Perdido.



“Viajamos por horas, tangenciando os limites da floresta, cortando-a, por vezes, em suas estreitas estradas. Cheguei à pequena fazenda do mestre Sien, acompanhado de uo. Já era de tarde. Vi a suntuosa casa despontando no horizonte.
– Lá se encontra a morada de nosso amigo, Lao. – disse Jing-Quo, tão  eu. As aventuras que havíamos travados juntos, lado a lado, eram reavivadas quando observávamos aquela casa. Cada golpe, cada investida, cada fulgor de vitória corria à nossa mente com força.
Mas, apesar de toda a empolgação, nos aproximávamos em silêncio e, à medida que nos aproximávamos, percebíamos algo de diferente no ar. Aquela casa não demonstrava a habitual alegria. Lien, mãe do pequeno Li, me olhou de longe. Foi então que tive o primeiro indício do que estava acontecendo: seu olhar estava profundamente triste. Temi pela criança. Sien veio em minha direção.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O Pequeno Li - Continuação l

Relembrando:

Um Dia Antes.


“Meu nome é Li, sou um jovem guardião. E tenho apenas treze anos. Fui enminha infância a seguir nos caminhos do Senhor. Sou filho de Sir Gregory Wright, um estrangeiro, e Lien, nativa desta terra. Na verdade, o meu pai é o guardião titular de um objeto que, combinado com mais seis, pode definir o rumo história da humanidade. Ele o deixou sob a guarda da Diocese de Macau para que, estando eu pronto, o buscasse, mas sei que não está na hora. Afinal, entendo que o destino do mundo nas mãos de uma criança de treze anos não deve soar muito bem. Mas parece que estou pré-destinado a fazer isso um bocado de vezes. Sério! Não duvide! Mas não se preocupe. Até lá, serei mais velho e responsável. Para dar seguimento no legado de meu pai, estou disposto a enfrentar inimigos de todas as formas e tamanhos, conhecer os outros Guardiões e outras terras.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O Pequeno Li - Inicio

Uma Investida Covarde

Presente.


''Era o ano de nosso Senhor de 1584, China. A terra tremia. Eu estava no interior de um depósito. Um aroma salgado de suor e sangue pairava naquele lugar, já estava ali há muito tempo. O pequeno Li contava apenas 13 anos. O garoto e eu lutávamos. Os guerreiros se aproximavam cada vezpo para encontrá-lo. As nossas vidas haviam se tornado um alvo. Os malditos nos atacaracom tudo, de qualquer maneira. Feriram-nos sem piedade. Eu continuei de pé enquanto os nossos inimigos caíam por terra sem saber o porquê: Deus nos protegia. Dava-nos forças para lutar, apesar de não restar mais nada.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Primeira Parte - (Final)

Depardieu pôs-se a ler.

Primeiro Documento:


"Anotações do médico,
05 de setembro de 1568.

O corpo chegou esta manhã, tudo indica ser o filho bastardo da rainha-mãe. Havia o histórico que ele possuía costumes vampirescos, só podia entender tratar-se de um bruxo. A pessoa responsável por trazer o corpo do espécime observou que, apesar da perfuração profunda em seu abdômen, possivelmente provocada por golpe de espada, e ferimentos que consistem em lacerações graves por todo o corpo e queima de mais da metade de sua carne, ainda permanecia vivo. Porém parecia hibernar, sem precisar comer ou beber, algo completamente alheio a um ser-humano, nunca vi nada igual.
Disseram-me que ele tentou atacar o rei enquanto jazia em seu descanso, diretamente em seu aposento. Foi caçado sem trégua por sua guarda pessoal e morto por um dos seus homens de maior destaque.

‘Fui eu quem o matou’...

Tratamos de suas feridas, conforme ordens da rainha-mãe. Tenho esperança que, em uma semana, essa criatura já esteja em condições normais. Ao que parece, o homem que me entregou o corpo, o viu em ação e descreveu que tal ser é possuidor de uma doença rara: a ‘Zoantropia’. Ele acredita ser um animal, como todos os detentores de tal doença já registrados, porém este possui um diferencial, ele mantém a consciência humana. Vale ressaltar que sua força mostra-se notavelmente superior ao do ser-humano assim como a resistência, como é o caso do espécime aqui presente.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Primeira Parte - (Continuação ll)

O dia passava lentamente enquanto os quatro guerreiros cortavam a floresta. Depardieu observava os seus novos “companheiros”. A começar por Avaantã e sua esposa, Japira. Eles eram formidavelmente preparados fisicamente: possuíam grande força muscular, a par de resistência à fadiga, que lhes permitiam deslocarem-se velozmente a grandes distâncias em plena selva. Depardieu era um homem extremamente treinado e preparado para qualquer tipo de obstáculo, mas duvida que seria capaz de acompanhar esses guerreiros se não fosse seu treinamento. Sequer seria capaz de fazer frente à força e habilidade demonstrada por aquele casal. Foram capazes de distinguir pelo cheiro a sua “raça” de homem branco. E agora seguiam pela floresta rastros e indícios que sequer conseguia notar. Seriam todos os selvagens no mesmo nível de combate? Então, por que não haviam derrotado os rebeldes franceses de uma vez por todas?
– O povo rebelde francês possui armas poderosas, difícil de derrotá-los, ainda mais de rastreá-los. – disse Eurico enquanto cortavam a floresta, parecendo saber o que Depardieu pensava. – Bons homens meus deram a vida contra eles, morrendo em alto mar ou aqui em terra, porém restou apenas a mim para continuar o combate, foi quando Avaantã, o Chefe dos Chefes de sua Nação, ofereceu apoio contra o inimigo, pois estes também destruíam seu povo.
Depardieu também observava o senhor Eurico. Ele não possuía ares de um simples governador. Ele era um aventureiro! O que mais estaria fazendo tão longe de sua cidade para governar. Alias, sua condição física também era bastante exemplar e adaptada, capaz de acompanhar o casal de selvagens com certa facilidade.
– Minha preocupação era com os navios de guerra que derrubaram o meu. – continuou ele. – Mas, por sorte, você apareceu e derrubou uma das embarcações, facilitando o embate. Eu apenas não entendo o que você veio fazer aqui?
“O mesmo pergunto sobre você”.
– A rainha-mãe de meu país acha interessante dominá-los ou destrui-los, pois acredita que, por terem sido expulsos de sua terra natal, possam haver represálias em um futuro próximo.
– Entendo... É melhor que acabemos com toda essa bagunça.
De súbito, os quatro guerreiros irromperam em uma grande ocara, era a tribo de Avaantã. Depardieu observava a tudo. “Onde Estamos?”.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Primeira Parte - (Continuação l)


Depardieu acordou na praia, a armadilha havia funcionado perfeitamente. Ele olhou ao redor, procurando mais sobreviventes. Nada encontrou. Olhou para si, estava inteiro. “Deveria ter entendido antes que eram duas embarcações”, pensou, “O poder de fogo deles foi eficiente, porém derrubei um deles, à custa da minha embarcação,”. Começou a caminhar pela praia, sua pólvora não prestava mais, nenhuma arma de fogo, apanhou a sua espada. “Podia ser pior”, pensou, “e poderia ter sido melhor”. Olhou para o mar, percebeu destroços do seu navio à deriva. Fitou o horizonte, procurando pelo navio covarde restante, nada viu. “Permanecendo aqui”, pensou, “serei alvo fácil”. Adentrou a floresta.
A mata era densa, difícil de caminhar, mas ele a cortava mesmo assim.
“Como estará a tripulação? Espero que tenham sobrevivido. Não havíamos marcado um ponto de encontro, mas, se mais alguém sobreviveu e ainda não foi capturado, deve estar na praia ou à espreita como eu”.
De súbito, Depardieu ouviu um barulho na floresta. Levou a mão ao punho de sua arma. Manteve-se escondido. Percebeu um pequeno grupo de soldados franceses rebeldes, aqueles a quem ele deveria dominar. “Estão procurando por sobrevivente, mas eu começo a ter as minhas dúvidas”. Ele escutou um barulho à sua retaguarda, tentou virar-se, porém foi inútil. Um tipo de punhal afiado, feito de pedra, tocou o seu pescoço.
– Você fede como os demônios brancos franceses! – disse uma voz em português, porém com um estranho sotaque.
– Calma. – respondeu Depardieu na mesma língua com dificuldade, agora vendo a tropa rebelde francesa à uma distância segura.
À sua frente, surgiu uma mulher linda, porém completamente diferente de tudo o que ele já havia visto, era uma nativa da terra. Ela mal cobria o seu corpo. Seus braços e pernas denotavam a sua força, assim como o abdômen. Seu olhar, coberto por uma estranha pintura, o fitou.
– Você exige demais de nós. – respondeu ela, também falando em português. – Seu povo tem agredido e maltratado a todos que tem encontrado.

O espelho!


Que bom que você veio!


Alguma vez já ouviu falar que espelhos mostram outras dimensões? Alguma vez achou na internet, revista ou livro sobre a invenção do espelho? Para que o seu criador (ou descobridor) o produziu? Para ver seu reflexo? Tem certeza? 
É assim que eu começo a história de hoje, Fabiano morava em uma pequena cidade, com seus amigos Victor e Natália.  A cidade onde eles moravam era perto de um bosque abandonado.
Os três tinham o costume de explorar lugares não habitados, basicamente esse era o passa-tempo deles, esse bosque não era novidade a eles... Victor e Natália tinham vindo contar ao Fabiano que tinham descoberto algo novo, um livro de bruxaria, que foi encontrado na casa abandonada no final do bosque... 
A lenda dizia que uma bruxa morava lá, e que fora queimada pelos habitantes da cidade, desde então a casa nunca mais foi mexida... Mas eles não acreditavam naquilo, era bobagem! 
Passaram muitas noites lendo o livro, até que encontraram algo muito interessante, algo sobre poder viajar  por várias dimensões e até vê-las pelos espelhos, decidiram então que deviam tentar. Mas não podia ser feita em qualquer lugar, precisavam de um bom lugar, que mais tarde foi decidida ser na casa da bruxa.
Chegaram lá de madrugada, fecharam as janelas que ainda tinham cortinas rasgadas e empoeiradas, compraram velas brancas, e as posicionaram da maneira que acharam melhor, pegaram o grande espelho que havia na casa e o arrastaram para o centro da sala e começaram o "culto".
Alguns minutos depois começaram a ver algo diferente no espelho, não era mais o reflexo deles, era um lugar lindo, encantador. Eles foram chegando perto, maravilhados com a beleza daquele lugar, até que uma sereia apareceu, ela era muito bela. Com a mão fazia sinal para que eles se aproximassem, eles foram se aproximando... Aproximando... Aproximando... 
Algo estranho aconteceu, onde estava aquela bela paisagem? Eles só viam pessoas sofrendo, a sereia se tornou bruxa, e puxou Fabiano pelo braço gritando palavras estranhas, Victor e Natália apenas tiveram tempo de puxa-lo para longe do espelho.
Tempo depois, decidirão guardar isso em segredo! Quebraram o espelho e foram embora. 
Depois daquele dia, Fabiano teve problemas em dormir, tinha muitos pesadelos, não comia mais, muito menos falava...
Até que então decidiu colocar isso em seu blog pessoal. Ele estava digitando seu texto, quando ouviu a porta de entrada da sua casa abrindo. Pensou que fosse seu pai ou sua mãe entrando, perguntou quem era e ninguém respondeu, foi até a porta, fechou-a, e depois caminhou para o seu quarto.
No meio do caminho, passou em frente ao espelho, percebeu que não havia reflexo. Voltou até ele desesperado! Ufa! foi apenas sua mente pregando-lhe uma peça... Voltou a digitar. Algum tempo depois, a energia começou a piscar.
Impaciente, Fabiano se levanta da cadeira. Arruma a energia e depois volta e se assusta com o que vê. Em meio ao seu texto estava escrito: "Vou te pegar!".
Cansado de sofrer, Fabiano vai até a casa da bruxa com a intenção de acabar com tudo.
Jogando gasolina pela casa toda, ascende um fosforo e o fogo começa a lamber toda a casa.
Virou-se para ir embora quando escutou um grito vindo dos cacos do espelho que eles haviam destruído dias antes, era a bruxa, que o agarrou e o puxou para dentro do que sobrara do espelho.
E então, depois desse dia, Fabiano nunca mais fora visto.

Bons pesadelos!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Primeira Parte (Inicio)

Alto Mar, 1569, Oceano Atlântico. Estava amanhecendo devagar. O sol mostrava-se ainda muito tímido e fraco. A névoa cobria o horizonte com perfeição. Um navio francês, fortemente artilhado, atravessava o mar em direção às terras selvagens da América, especificamente, as terras denominadas, pelos portugueses, com o nome de Brasil.
O comandante da nave, capitão Jacques Luque D’Arc, comerciante famoso em seu país, começava a fazer préstimos militares à rainha-mãe, desde que fosse devidamente recompensado e patrocinado. Era um homem experimentado em navegação, porém pouco conhecedor no que tangia a batalhas marítimas, o que explicava a presença de um distinto cavalheiro, proveniente da Guarda de Elite do seu soberano francês. Seu nome era simples: Depardieu, um dos soldados de maior destaque de seu grupo. Mas Depardieu mostrava-se inconformado com a missão, observando os demais colegas, se debatia em pensamentos.
“Toda essa missão parece um tremendo desperdício. Tantos treinos e batalhas para ser retirado da tropa e encontrar a Rainha-mãe acompanhada de seus estúpidos conselheiros estratégicos de guerra. Deram-me a obrigação de liderar essa missão, assim como as informações de um povo rebelde francês, exilados em terras selvagens, que estava disposto a dominar um grande pedaço de território em uma das maiores colônias portuguesas e transformá-la em um Estado à parte das demais”.
– Que desperdício...
– Disse alguma coisa? – era o comandante da nave ao seu lado, observando o horizonte estranhamente enevoado, névoas não eram comuns naquelas águas.
– Não. – respondeu Depardieu. – Nada...
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