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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Missão de Guerra - Parte Final - (Continuação ll)

Dia e Noite de Dor

Um dia se passou. A aldeia colecionava feridos. Todos esperavam pelos curandeiros, acaso eles descobrissem a cura. A moça sobrevivente da fazenda massacrada, Rosa de Lisboa, estava bem. Todos aguardavam, ainda havia esperança para aqueles que ainda estavam vivos.
Depardieu, Eurico, Victor e Avaantã estavam extremamente feridos e doentes, possivelmente a infecção iria completar o seu ciclo em no máximo de dois dias. A febre tomou os seus corpos. Logo morreriam e nasceriam como monstros. Os corpos daqueles que já estavam mortos foram queimados.
Os selvagens que haviam partido no encalço dos monstros restantes retornaram um dia depois, também muito feridos, se os seus corpos não recebessem o antídoto logo, morreriam e se tornariam aquilo que eles lutaram para destruir.
Foi então que um velho pajé saiu com um líquido quente nas mãos. Eles haviam procurado todas as ervas daquela fazenda que tivessem tido algum contato com a jovem Rosa, fosse por ingestão, contato da ferida com a planta ou a simples proximidade, por inalação. E estudou a todas.


O velho índio passou de guerreiro em guerreiro, todos tomavam um gole. Aproximou-se dos estrangeiros feridos, deu-lhes o que tomar. Aproximou-se do seu líder, chefe dos chefes de sua nação, deu-lhe um gole.
Então, levantou-se.
– E agora? – era Sien.
– Esperamos. – foi a resposta de Sir Gregory.
A noite pousou devagar naquele dia. Os guerreiros, tantos os selvagens quanto os estrangeiros, continuaram febris até a lua se levantar, então, adormeceram...

Curados?

No dia seguinte, Japira levantou, mal havia dormido. Seu filho, Yuatã, a acompanhava. Aproximaram-se lentamente da oca menor onde os doentes se encontravam. Deixou a criança do lado de fora, apanhou um tacape de guerra, outros dois guerreiros perceberam a movimentação e se prontificaram a qualquer emergência, aproximando-se do pequeno garoto. Japira aproximou-se do corpo moribundo do seu esposo.
O tempo passou devagar.
Só foi possível ouvir um grito de dentro da oca, mas não era de guerra, era de festa. Avaantã apareceu de pé, sem febre, sem doença, à entrada do estabelecimento. Toda a grande ocara se levantou e bradou em grande festa, a cura àquela doença havia sido encontrada. Todos os guerreiros da tribo entoaram os seus cantos de vitória. Logo, os demais homens feridos em batalha estariam restabelecidos.
Depardieu, Eurico e os demais homens feridos, fossem selvagens, fossem espanhóis, logo estariam bem.
A vitória foi completa. 

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