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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Os Quatro Navegadores

No verão de 1985, eu e meus amigos fomos dar um passeio de iate, como estava programado. Após o passeio iríamos conhecer pontos turísticos da cidade.
Ao chegarmos na cidade procuramos um restaurante para almoçarmos. Achamos com facilidade, isto porque era o único.
Geovani o mais desenvolto, após olhar o cardápio, pediu a comida. Que nos foi servida pela uma bela garçonete, de uma beleza simplesmente fantástica. Geovani que até então não tinha sentido a dor do amor, ficou preocupado e perguntou-me: - Juca alguém pode se apaixonar duma ora para outra? Então eu dize: – Sim, porque não! Ele então com jeito de adolescente disse-me: - Pois é acho que estou apaixonado! Deixei que ele fizesse uma analise rápida da situação, comecei a conversar com Chico, outro dos quais fazia parte da tripulação. Homem experiente, pois fora marinheiro, passará alguns anos viajando para o exterior.

Começamos a falar do tempo que ao meu ver iria ficar ruim, pois se aproximava uma grande tempestade. Com que Chico concordou, pois eram visíveis as nuvens escuras e logo em seguida começou a relampejar acompanhados de estrondos ensurdecedores.
Jhony um dos nossos amigos, que até então nada falara, pois estava enjoado por nunca ter viajado de iate. Sentiu dor de cabeça e ânsias de vomito e por isso nem almoçara deitara-se num tapete no interior do pequeno restaurante e dormira. Quando acordou não sabia onde estava e não mais queria voltar de iate para casa. Então falei nesse caso alugaremos um táxi e quem não quiser voltar de iate, vai de táxi e nisto Jhony levantou a cabeça e disse: -Não, não eu prefiro voltar de iate junto de vocês, pois sei bem que é a minha primeira viagem e eu desejo acompanhar-lhes mais vezes. E levantando-se ainda tonto pediu algo para comer. Após fazer uma pequena refeição, o mesmo já estava bem melhor para viajar.
Vamos ver o que esta acontecendo com o mais jovem da pequena tripulação, Geovani, após fazer uma pequena analise do que sentira, achava-se fragilizado e já não era mais o mesmo. Isto porque a bela jovem, que o despertou, sempre que podia, seus lindos olhos estavam voltados para uma jovem de origem espanhola.
Duma educação esmerada e sempre voltando a colaborar, mesmo não sendo empregada, prestou alguns favores ao proprietário do restaurante, sem visar algo em troca.
O jovem espanhol chamava-se Domingues e diziam que o mesmo impressionava as mulheres. Fui saber disso mais tarde.
Perguntando sobre a jovem disseram-me que a mesma era sobrinha do dono do restaurante. E que parecia que tinha ou teria um caso com o jovem que era filho dum rico empresário espanhol.
A moça, sobrinha do dono do restaurante, chamava-se Shara e antes que eu me expulse, o nome do dono do restaurante, já vou passar para o leitor, o seu nome. Chamava-se Otavio.
Eu e meus amigos fizemos algumas viagens aos fins de semana, sem que alguma coisa nova acontecesse.
Fomos para outros locais, no mesmo estilo das primeiras viagens, isto, cidades vizinhas, mas bem estruturadas com hotéis, restaurantes, enfim tudo a rigor.
Eu, Chico e Jhony, que não tinha mais problemas de enjôo, nos divertimos bastante. O que não acontecia com Geovani, cheguei aconselha-lo a não mais fazer este tipo de lazer, visto que ele não se sentia feliz, mas o mesmo não aceitou, dizendo que gostava das viagens e que eu estava faltando com a verdade.
Na ultima viagem a esta pequena cidade, visitamos o restaurante e Shara não se encontrava trabalhando. Então resolvi perguntar por ela e fui informado que a mesma estava muito triste, porque Domingues tinha partido para a Espanha e certamente não mais voltaria. Contei a Geovani o que ouvira de outras pessoas e o mesmo não ficou surpreso, pois sabia por outros, que apesar de que no restaurante, eles não demonstrarem o que existia entre eles, mas na verdade, os mesmos mantinham um caso. Mais o que me fazia pensar, era a situação de Geovani, pois só eu sabia o seu drama e o mais interessante que ele apaixonado por Shara, não demonstrava este amor por ela. Oportunidade ele teve de falar-lhe, mas a ética falou mais alto e ele preferiu sofrer sem que ela soubesse. E nesse ínterim Geovani foi substituir um colega no serviço, que se encontrava de férias e com isso interrompeu essas viagens de lazer.

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