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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Em busca de Justiça (Final)

Ray observava do beco, entre as sombras. Lentamente, um homem começou a sair e partiu para o interior da carruagem. “É ele”. Ray partiu em direção ao carro. Os capangas de Jason colocaram-se ao redor da carruagem. Ray interpôs-se no caminho. Os capangas perceberam a ação, já sabiam do que se tratava, sacaram suas armas de fogo e espadas. Observaram o estranho homem de roupas estranhas, cabelo longo negro e a espada japonesa que vinha em sua direção.
O primeiro adiantou-se enquanto outro preparava a arma de fogo. Ray avançou sem piedade, sacando a sua espada ao mesmo tempo. O capanga mais à frente sequer foi capaz de perceber a lâmina de sua espada cortando-o ao meio. O segundo da escolta apontou a arma de fogo, mas não conseguiu disparar. Sua mão foi decepada, seguido pelo grito de terror, ajoelhou segurando o pulso. O golpe seguinte o matou, antes que ele viesse a sentir a qualquer tipo de dor ou sofrimento.
Ray olhou firme e de forma ameaçadora para os demais.
Quatro deles sacaram as suas espadas, sequer notaram o fio da lâmina de Ray formando um risco de sangue entre os quatro guerreiros, ele era muito rápido. O penúltimo avançou, foi retalhado ao meio. O último demonstrou todo o medo que sentia naquele momento, fugiu desesperadamente.
– Jason! – gritou Ray seguindo em direção à porta da carruagem.
Qual não foi a surpresa ao ver a carruagem vazia.
– Jason! – gritou novamente, observou que a porta do outro lado da carruagem estava aberta.
Atravessou a carruagem e partiu para o outro lado, fitou a sua presa. Este estava com duas pistolas engatilhadas, Ray mal teve tempo de respirar. Os disparos foram deflagrados. O primeiro acertou o ombro de Ray, o segundo passou raspando pela cabeça. Ray avançou igual, golpeando a perna do adversário, na altura do joelho. Todos que ali passavam e olhavam aquele acontecimento, fugiram em desespero.
– Jason! – gritou de forma anormal.
Ray observou seu inimigo, apontou a ponta da espada em direção ao coração.
– Por matar o meu pai, – disse. – deve morrer em condenação.
Ray levantou a lâmina para dar impulso ao golpe, foi quando recebeu outro ataque, dessa vez sem que ele percebesse. Um chute bem no meio de seu peito. Caiu alguns metros de distância de Jason. “Será outro capanga?”, pensou. Pôs-se de pé e olhou em frente, seu corpo começava a fraquejar.
Observou, ao lado do corpo caído de Jason, um guerreiro muito diferente que se mostrava pronto a investir, seu olhar era sério, mas, ainda sim, não deixava esconder as marcas de um sorriso largo. Cabelos negros curtos e olhos escuros. Roupas que só poderiam pertencer a um nobre inglês.
Sua espada estava em riste.
– Quem é você? – perguntou Ray.
– Eu sou Sir Gregory Wright, – respondeu o homem que protegia Jason. – e você está preso por cometer todos esses assassinatos.
– Você também é um “Sir”! – gritou Ray. – No entanto, protege o assassino de seu companheiro!
Sir Gregory assustou-se.
– O que está dizendo, homem?
– Este homem que está no chão é Jason “One Finger”, assassino de meu pai!
– Então você é filho de Sir Stephen...
Ray nada respondeu.
– Afaste-se, guerreiro! – concluiu Sir Gregory. – Não quero mais banho de sangue, você está fora de controle! Você passou todos os limites!
– Como pede-me para não executar aquele que manchou o nome de minha família?
– Eu conheci Sir Stephen, ele era um homem honrado e cristão. Por que deseja vingar-se dessa forma?
– Se você o conheceu, deveria saber o porquê. – respondeu Ray apontando a espada contra Sir Gregory. – A pergunta que devo fazer é: Por que não o fez? Por que, mesmo conhecendo o homem que era meu pai, deixou o seu assassino ficar impune por quase um ano?
O sangue dos ferimentos à bala escorria, tentando levar a sua lucidez. A rua mostrava-se agora vazia, todos haviam fugido.
– Abaixe a espada, você está sangrando...
– Responda!
– O seu pai era o meu mestre, nunca deixaria passar impune, mas matar indiscriminadamente não é a solução. Acalme-se.
O vento ecoou na rua deserta, os dois mantiveram-se em silêncio, encarando-se. O som do vento só era acompanhado dos gemidos de Jason. O sangue na cabeça e no ombro escorria.
Ray gemeu.
– Acalme-se, – continuou Sir Gregory. – concordo em justiça, mas isto que deseja é somente uma vingança.
O corpo de Ray fraquejou, a hemorragia começava a ficar séria, já deveria ter sido cuidada. Ajoelhou-se, apoiando-se na espada.
– Você não entende. – disse Ray ouvindo alguns passos sorrateiros. Sir Gregory não estava só. Havia mais guardas com ele.
– Entendo. – respondeu Sir Gregory correndo em sua direção e o golpeando com o joelho, deixando-o completamente inconsciente.

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