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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O Cavaleiro e a Guerreira - (Continuação l)

 Uma casa se levantava imponente dentro de uma grande propriedade, as árvores erguiam os seus galhos, com as suas copas acompanhando a cobertura do castelo. Em seu interior, dentro de um salão, em meio às sombras, um nobre falava calmamente.
– Eu apoiei e financiei a sua família como débito de honra ao seu pai. – disse ele forma séria e segura. – Manipulei inimigos e os joguei contra eles como em um jogo de tabuleiro. E também não culpo se quiser descontar a sua raiva pela sua família em mim. Mas agora preciso que você dispense mais um pouco dos seus serviços ao meu favor. Há um homem que desejo imensamente a sua morte. Não entendo como ele pode estar em tanto lugares, em tantos momentos diferentes. Parece um inimigo à altura dos seus serviços. Ele deve possuir algo de sobrenatural sobre o seu entendimento. Algo onisciente e onipresente. Chego a pensar em onipotente, pois ele derrota quem eu envio com facilidade. Sem esquecer que possui a habilidade de prever cada passo meu e – começou a falar com uma certa indignação na voz. – isso me irrita. Agora ele se encontra em um campo que desejo dominar por motivos políticos e estratégicos. Basta aterrorizar alguns aldeões, mostrar como a área é desprotegida, algo muito simples, mas até nesse ponto ele interfere em meus planos. Não sou um simples nobre, Oda Nobunaga me tem em grande estima. Mas, para que ele continue a me conceder privilégios, preciso causar tumultos para depois resolvê-los. Perdi uma boa soma em riquezas para poder ver aquele lugar aterrorizado, porém aquele “estrangeiro” se intrometeu mais uma vez. Por isso, contratei os serviços de sua família, consegue me compreender? – respirou. – Qual é o seu nome?


Uma mulher extremamente bela saiu das sombras, seu nome era Akemi.
– Pouco importa a alcunha do enviado a ti para cumprir esta missão. – respondeu. – Importa que a minha família decidiu atender a este contrato.
O homem mostrou-se ainda mais sério e impetuoso.
– Bom... – disse. – Então, que seja...
A guerreira esboçou um sorriso.
– Não me importo. – continuou ele. – Agradeça a mim por eu ser um homem relevante neste reino e possuir contatos suficientes para encontrar uma família tão discreta quanto a sua.
A guerreira manteve-se em silêncio.
– Shinobis, ninjas. – concluiu o homem. – Pouco me importa, desde que faça à altura do que estou pagando.
A belíssima mulher afastou-se devagar.
– Não se preocupe, – disse ela. – nunca deixei a desejar...
O homem continuou fitando-a, foi quando ela, no mais puro silêncio, sumiu na escuridão. O maldito não conseguiu conter o sorriso de satisfação.

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