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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Despertar de uma Amizade(Final)

– Está vendo?
– Será uma punição justa. Não foi isso que ele lhe ensinou?
– Eu matei capangas, bandidos! Jason era o último e minha justiça estaria completa...
– Acredita que estaria honrando o seu pai assim?
– Por que deveria ser o contrário?
– Você é um homem de bom coração, como o seu pai. Veio a esta terra para honrá-lo, mas não será dessa maneira que você fará isso.
– Do que está falando?
– Apesar de suas atitudes, sei que é um bom homem, você transpira isso.
– O que leva a pensar isso? Do seu ponto de vista, eu matei aquelas pessoas. Por isso estou aqui.
– Matou acreditando estar fazendo o certo. Eu conheço aqueles golpes, seu pai também me ensinou quando veio de sua terra. Cada golpe era um golpe de misericórdia, eliminando o inimigo sem dor, sem sofrimento, sem um ataque seguinte. O único que fugiu à exceção era justo quem você acreditava que merecia sofrer e ironicamente eu não deixei que o matasse.

Ray o encarou em seus olhos.
– Deixe-me retornar para minha terra.
Sir Gregory sorriu.
– Não. – disse em resposta.
Ray levantou a cabeça.
– Você não partirá daqui sem antes ser agraciado por nossa rainha para que torne um “Sir”, um dos seus cavaleiros, assim como o seu pai antes de ti.
Ray o olhou de forma séria.
– E depois?
– Já esteve em Portugal?
– Acaso, acredita que irei?
– Ou isso, ou ficar preso aqui...
– Só irei com a condição de poder retornar para a minha terra natal quando eu quiser.
Sir Gregory aproximou-se do guerreiro cativo.
– Terá sempre livre escolha. – disse enquanto abria os grilhões.
Ray sorriu, amenizando aquele olhar abrupto.
– Tenho um pedido a lhe fazer. – disse o jovem samurai.
– Estando sob as minhas possibilidades de atendê-lo...
– Já esteve no Japão? – perguntou Ray. – Gostaria que meu mestre o conhecesse.
– Seria uma honra. – respondeu fazendo um sinal para que saíssem da cela. – Vamos?
– Há outra coisa?
– O que mais?
– Eu conheço outro guerreiro que também seria de grande valia que o conhecesse, seu nome é Huang Sien Wien.
– Em sua terra natal? Nome estranho...
– Não. – respondeu Ray, agora saindo da cela para se arrumar e ir ter com a rainha. – Já esteve na China?...

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